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Múmia não assusta. Fungo, sim, apavora

O que é a maldição do Faraó?

É uma sucessão de coincidências macabras que acabaram criando um mito. Tudo começou em 1923, com a abertura da tumba do faraó Tutankamon, no Vale dos Reis, uma região 500 quilômetros ao sul do Cairo, no Egito. A série de tragédias é assustadora: em seis anos, morreram 22 exploradores que participavam das escavações. Uma das vítimas foi o lorde inglês George Edward Carnarvon (1866-1923), que financiava os arqueólogos. Ele bateu as botas seis semanas após a violação da tumba. É claro que os cientistas têm uma boa explicação para isso. “Como o local esteve fechado por três milênios, a hipótese mais aceita é a de que houve uma contaminação por fungos”, diz o egiptólogo Antonio Brancaglion, da Universidade de São Paulo. A propósito, o mito é uma invenção do ocidente. “No Egito ninguém acredita nessa história de maldição”, ressalta.

Um viveiro de fungos mortais

Microrganismos concentrados no túmulo do faraó acabaram com a festa dos arqueólogos.

1. A tumba de Tutankamon possuía uma antecâmara cheia de armas, estátuas e vestimentas. Ao lado da câmara onde a múmia foi encontrada havia uma sala lotada de jóias e outros objetos de valor.

2. Ao abrir a tumba, os pesquisadores entraram em contato com fungos do gênero Aspergillus, que se reproduziram lá dentro durante milênios.

3. O ar contaminado penetrou no pulmão dos arqueólogos. Quem já estava debilitado pelas escavações não resistiu aos micróbios.