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Novo terror argentino

Foi-se de vez o tempo em que o tiranossauro ostentava sem rival o título de predador máximo da história da Zoologia. Ele agora já parece pequeno comparado com dois carnívoros monstruosos desenterrados nos sítios arqueológicos de Neuquén, na Patagônia, cerca de 1 000 quilômetros ao sul de Buenos Aires. O primeiro supermatador encontrado na área, o giganotossauro, em 1995, tinha 60 centímetros a mais que o tiranossauro em comprimento. O segundo, anunciado há três semanas e ainda sem nome, era ainda maior, batendo o ex-campeão por 1,5 metro (veja infográfico). Ambos têm cerca de 100 milhões de anos. “Ainda não classificamos a nova espécie porque não a estudamos direito”, afirmou à SUPER o paleontólogo argentino Rodolfo Coria, do Museu Carmen Funes, em Neuquén, um dos autores da descoberta. “Mas suspeitamos que tenha sido parente próximo do giganotossauro”. Coria diz que o maior dos carnívoros devia atacar em grupo, pois o fóssil estava junto de cinco outros, na rocha.

Ferocidade máxima

Compare o dinossauro recém-achado na Patagônia, ainda sem nome, com duas outras feras da Pré-História.

Novo predador

Altura: 13,5 metros

Comprimento: 4 metros

Peso: 8 toneladas

Giganotossauro

Altura: 12,6 metros

Comprimento: 3,8 metros

Peso: 7 toneladas

Tiranossauro

Altura: 12 metros

Comprimento: 3,5 metros

Peso: 5 toneladas