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Georges Méliès: o mágico dos filmes

Ele inventou os efeitos especiais, criou o cinema como o conhecemos e morreu no anonimato

Por Guilherme Campos Atualizado em 22 fev 2017, 15h55 - Publicado em 30 jun 2005, 22h00

Em 1895, os irmãos Auguste e Louis Lumière alugaram um galpão em Paris para apresentar seu novo invento, o cinematógrafo. Apenas 33 pessoas assistiram à apresentação, mas entre elas estavam figuras importantes do entretenimento parisiense, como Georges Méliès, dono do Teatro Robert-Houdin e conhecido mágico e ilusionista. As luzes se apagaram e foi projetada a foto de uma praça em Lyon. “Fomos trazidos aqui para ver projeções?”, disse Méliès. Mal acabou de falar e apareceu na tela um cavalo em movimento, um trem chegando à estação, entre outras imagens. O silêncio foi geral. Presenciavam, sem saber, o nascimento do cinema.

Imaginando que aquela invenção poderia ser útil em seu teatro, Méliès quis comprar um exemplar do cinematógrafo. Os Lumière se recusaram a vendê-lo, afirmando que o aparelho só tinha potencial como curiosidade científica. Mas o mágico pensava diferente e conseguiu adquirir uma câmera na Inglaterra. Os primeiros filmes de Méliès não eram diferentes dos pequenos documentários de Auguste e Louis. Mas um dia, por acaso, a câmera travou quando ele filmava um ônibus. Ao voltar a filmar, um carro fúnebre estava onde antes estivera o ônibus. Ao assistir ao filme, Méliès viu que o ônibus havia se transformado no carro fúnebre. Descobriu que a câmera podia distorcer o tempo e o espaço. Criou, assim, os efeitos especiais no cinema. Em 1902, lançou sua obra mais conhecida: Viagem à Lua. Foi o primeiro filme com narrativa, cenários e corte de cenas e mais de 10 minutos de duração. Em outras obras, criou efeitos usados até hoje, como a filmagem quadro-a-quadro, ou stop-motion, que dá movimento a objetos inanimados.

Em 1912, a indústria cinematográfica já havia crescido a ponto de não dar espaço para pequenos cineastas como Méliès. Em 1915, ele transformou seu estúdio em um teatro de variedades e, em 1923, declarou falência. No final dos anos 20, um cineasta encontrou Meliés vendendo doces em um quiosque. Só então ele recebeu algum reconhecimento: uma associação de cinema passou a lhe pagar o aluguel de um apartamento, onde viveu seus últimos anos sem fama, fortuna ou efeitos especiais.

Grandes momentos

• Nasceu em 1861, morreu em em 1938.

• Construiu, com a ajuda de engenheiros, algumas de suas primeiras câmeras.

• Fez mais de 500 filmes.

• Antes de Viagem à Lua, Méliès filmou A Orquestra de Um Homem Só, em que vários Méliès tocam diferentes instrumentos simultaneamente.

• Grande parte de seus filmes se perderam para sempre. Alguns foram vendidos a fábricas de celulóide para serem utilizados na confecção de botas para soldados. Outros foram destruídos pelo próprio Méliès, cheio de raiva por seus problemas financeiros.

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