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Os manuscritos do mar morto lidos por genes

Segundo o microbiologista Scott Woodward, da Universidade de Brigham Young, em Utah, Estados Unidos, esta é provavelmente a primeira vez que antigos documentos são estudados pela análise genética. Ele faz parte da equipe da Universidade Hebraica de Jerusalém que tenta montar o quebra cabeça dos manuscritos do Mar Morto – peles de animais com escrituras dos membros da seita dos essênios, entre I a.C. e 68 d.C. De lá, ele falou à SUPER, explicando o trabalho: “Cada animal tem sua própria marca genética”, explicou Woodward. “Comparando a marca dos pergaminhos dos manuscritos com os genes de ossos e chifres fósseis da região, saberemos o lugar de origem e a idade exata dos documentos”, disse Woodward. Ele vai além: “Também poderemos encaixar os fragmentos na ordem certa e reconstruir trechos ainda não decifrados.”