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Pirâmide mais antiga do Egito reabre após 14 anos de restauração

A estrutura tem 4.700 anos e conta com cinco quilômetros de túneis em seu interior.

Por Carolina Fioratti - 11 mar 2020, 17h58

Após 14 anos de obras, a pirâmide mais antiga do Egito finalmente reabriu para visitação. Ela data cerca de 4.700 anos e está localizada no sítio arqueológico de Saqqara, a oeste da capital do país, cidade do Cairo. Foi construída para ser a tumba do faraó Djoser e de suas 11 filhas. O arquiteto, Imhotep, projetou uma pirâmide de 28 metros de profundidade e 7 metros de largura. São 60 metros de altura divididos em seis camadas escalonadas que representavam uma inovação para a época. 

Mas foi a sua ideia para o interior do espaço que colocou tudo em risco. Imhotep projetou vários túneis labirínticos que, segundo arqueólogos, deveriam prevenir roubos. Mas não funcionou, pois a pirâmide foi saqueada, e ainda foi prejudicial para a estrutura. 

Então, em 2006, as autoridades resolveram investir na restauração daquele espaço, que já havia enfrentado diversos desastres naturais e resistido com bravura até então. Foram 14 anos e US$ 6,6 milhões. Além disso, as obras ficaram paradas entre 2011 e 2013, época da Primavera Árabe, em que os egípcios se manifestaram para tirar o então presidente Hosni Mubarak do poder.

Agora, a pirâmide possui tetos estáveis e corredores para que os visitantes conheçam seu interior. Além disso, conta com iluminação adequada e entrada acessível para pessoas com deficiência. Você pode ver algumas fotos do interior da pirâmide nesta galeria

Mas caso esteja interessado em visitar a obra construída entre 2630 e 2611 a.C., se prepare fisicamente. É necessário andar quase cinco quilômetros de túneis para conhecê-la por inteiro. 

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