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Que fim levaram os bobos?

Por 21 dez 2004, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 18h20
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Fábio Marton

Muita gente conhece os bobos da corte graças à 14ª carta do baralho. Mas, após 355 anos de mau humor, eles voltaram para assumir seu lugar na Inglaterra, a monarquia mais célebre do mundo.

A organização estatal English Heritage, que se dedica a manter as tradições inglesas, fez como manda o figurino e publicou no jornal The Times um anúncio com o título “Nós não estamos de bobeira”, procurando por candidatos “joviais, dispostos a trabalhar nos fins de semana (…) e com vestimenta própria”. O ex-professor de inglês Nigel Roders, também conhecido como “Kester, o Bobo”, foi eleito em 2 de agosto, após uma audiência pública com seis outros candidatos – incluindo uma francesa que recitava poesia. “Ele terá que divertir e provocar. Mas, se falhar, não corre mais o risco de ser decapitado como antes”, diz Tracy Borman, diretora da English Heritage.

A tradição do bobo da corte começou no Egito antigo e perdurou até meados do século 19. Entre os séculos 12 e 17, da China à Inglaterra, passando pela Índia e Itália, toda monarquia que se prezasse tinha seu bobo. A Inglaterra perdeu o seu em 1649 com a república de Oliver Cromwell. A monarquia voltou, mas o bobo não. Agora, a família real torce para que as bobagens do novo empregado possam desviar a atenção de suas trapalhadas.

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