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Romanos

Donos de um exército formidável, que conquistou a Terra Santa e esmagou os judeus entre os séculos 1 a.C. e 1 d.C

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h16 - Publicado em 16 fev 2013, 22h00

Fundada em 753 a.C., Roma primeiro foi um reino. Virou república quase 250 anos depois, em 509 a.C. E passou os 500 anos seguintes se expandindo. Quando finalmente se tornou um império, em 27 a.C., controlava a maior parte da Europa, o norte da África e o Oriente Médio.

As batalhas entre judeus e romanos registradas no Velho Testamento aconteceram justamente nesse momento de transição do regime republicano para o imperial. Roma era uma potência vários sentidos – político, econômico, cultural e militar. Suas fronteiras chegaram a abranger 6,5 milhões de quilômetros quadrados (algo entre 70 milhões e 100 milhões de habitantes). Como cada província conquistada e anexada passava a pagar tributos, os cofres do imperador viviam abarrotados.

“Se Roma controlou um território tão vasto, e por tanto tempo, foi graças a sua tremenda força militar”, afirma o historiador britânico Adrian Goldsworthy, autor do livro The Complete Roman Army (“O Exército Romano Completo”, sem tradução para o português). “As legiões romanas, surgidas no século 4 a.C., foram capazes de incorporar as técnicas dos exércitos que elas enfrentaram. No fim do século 1 d.C., estavam na plenitude, no auge de seu poderio.”

Legião era o nome que se dava à unidade básica do exército romano, formada por até 6 mil soldados. Mas a força do império não se resumia a ela. Havia também a cavalaria e a infantaria; a guarda pretoriana, responsável pela segurança do imperador e dos territórios da península italiana; os auxilia, tão numerosos quanto os legionários, mas que funcionavam como apoio à tropas; e a Marinha, que mantinha a ordem no Mediterrâneo, no mar Negro, no Atlântico Norte e nos grandes rios europeus, como o Reno e o Danúbio. Em outras palavras: as Forças Armadas de Roma eram, naquele tempo, mais ou menos que o exército dos EUA é hoje.

ATOS 28:17
Três dias depois, Paulo convocou os judeus mais notáveis. Estando reunidos, disse-lhes: irmãos, sem cometer nada contra o povo nem contra os costumes de nossos pais, fui preso em Jerusalém e entregue nas mãos dos romanos.

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ARMADURA
Era uma malha de ferro trançado, que protegia o corpo do legionário – em especial o tórax – de golpes cortantes. A infantaria rápida, que fazia o trabalho de apoio, usava uma versão mais leve.

CAPACETE
O formato do cassis, como era chamado, variou bastante ao longo dos séculos. Este, de 32-31 a.C., era de bronze, protegia também o pescoço e tinha abas móveis para proteção das orelhas e da face.

LANÇA
O pilum era enorme, com 2 metros de comprimento. Tinha duas partes: uma de ferro, mais fina e pontiaguda, e outra de madeira, na qual a primeira era encaixada. O conjunto podia pesar até 5 quilos (as lanças do império eram mais pesadas que as do período republicano).

ESPADA
A spatha tinha lâmina de aço com até 1 metro de comprimento. Como os inimigos frequentemente estavam protegidos por armaduras, ela era usada mais para dar estocadas do que para cortar.

PUNHAL
Chamado pugium, era uma faca – com lâmina de aço cortante dos dois lados. Usada principalmente no combate corpo a corpo, servia tanto para cortar a garganta de um inimigo quanto para limpar o peixe do almoço ou do jantar.

ESCUDO
O scutum era oval, com pelo menos 2 metros de diâmetro. Era composto de 3 lâminas de madeira sobrepostas, com reforços de ferro no centro e de bronze nas bordas, além do acabamento com feltro (lã) e couro na parte interna.

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