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Só mais 3 anos

Ônibus espaciais agonizam à beira da aposentadoria

Alexandre Versignassi

Faltam 14 vôos para o fim da nave mais glamorosa da história. Entre abril de 1981 e agosto de 2007 foram 119 vôos – contando os fatídicos da Challenger (1986) e da Columbia (2003), que explodiram no ar. O de número 120 acontece em 23 de outubro. E a Nasa encerra as missões em 2010, quando os 3 ônibus que sobraram (Atlantis, Endeavour e Discovery) vão para o museu. Será o fim do programa espacial mais caro da história – em valores corrigidos pela inflação, ele vai ter custado US$ 173 bilhões, contra US$ 135 bilhões das missões para a Lua. E mesmo assim os ônibus espaciais ainda são mais perigosos que as naves russas, bem mais pobrezinhas. A Soyuz, que transporta os astronautas do país, não sofre acidentes há 26 anos. Já o ônibus deu mais um susto agora: um pedaço de espuma soltou dos tanques do Endeavour na hora da decolagem e abriu um buraco na nave (veja abaixo). O rombo foi nos blocos de fibra que protegem a nave do atrito com o ar. Um dano parecido foi justamente o que destruiu a Columbia enquanto ela mergulhava na atmosfera para pousar. Por essas, o sucessor dos ônibus será uma cápsula pequena, 70% mais leve, e menos suscetível a problemas desse tipo. Como a Soyuz.