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Terreiro de Umbanda

A umbanda surgiu no Rio, no início do século 20, acrescentando espiritismo ao candomblé da Bahia. É uma religião descentralizada: cada pai-de-santo é papa de seu terreiro. Mas há um roteiro das “giras”, noites em que as entidades prestam consultas.

1. Casa cheia
Os que chegam para o ritual costumam tirar os sapatos, em respeito ao solo sagrado, o congá. Um terreiro pode ter até 50 médiuns e auxiliares, os “filhos da casa”, e receber 200 pessoas.

2. Sintonia fina
Enquanto o público se acomoda, médiuns e auxiliares se banham com ervas, para entrar em sintonia com o mundo espiritual. Eles também são responsáveis pela preparação do ambiente.

3. Saudação
O ritual é iniciado com um pedido de proteção aos orixás (deuses africanos) protetores do terreiro. Também é feita uma defumação do ambiente, do peji, dos médiuns e do público, para preparar a chegada das entidades.

4. Incorporação
Ao som dos atabaques, as entidades baixam. O primeiro a incorporar é o pai-de-santo, seguido dos médiuns. As pessoas do público são encaminhadas para atendimento, contam seus problemas e recebem conselhos.

5. Canta pra subir
Depois que todos foram atendidos, os médiuns desincorporam e é feito o encerramento com uma defumação e mais cânticos de agradecimento. As pessoas costumam sair de frente para o congá, seguindo a regra de “não dar as costas ao que é sagrado”.

 

Entidades mais conhecidas

PRETO VELHO
Símbolo da sabedoria africana. Dão conselhos e resolvem dilemas espirituais, morais e psíquicos.

CABOCLO
Mestres na cura com folhas e ervas, dão ânimo contra as dificuldades de saúde.

EXÚ
Confundido com o mal, resolve questões da profissão e do coração. A Pombagira é a versão feminina.

ERÊ
Representam pureza e inocência. São entidades que trabalham para trazer alegria e esperança.

Fontes Pai Carlos Buby, do Templo Guaracy; Roger Soares, professor da Faculdade de Teologia Umbandista.