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Um hospital de 3 500 anos

Ruínas de um templo dedicado à deusa Gula, senhora das cicatrizações no panteão dos antigos babilônios, desenterradas agora no atribulado Iraque, mostram que, há 3 500 anos, havia uma intensa atividade de pesquisa médica em suas dependências.

Numa época em, que a ciência não existia, as idéias místicas eram uma importante fonte de conhecimento. A deusa Gula, senhora das cicatrizações no panteão dos antigos babilônios, é uma prova disso. Ruínas de um templo dedicado a ela, desenterradas agora no atribulado Iraque, mostram que, há 3 500 anos, havia uma intensa atividade de pesquisa médica em suas dependências. Inscrições e figuras, por exemplo, descrevem doenças em diversas partes do corpo humano e documentos registram ervas e minerais empregados como remédios. “Aparentemente, médicos, padres e mágicos, trabalhavam juntos neste local”, pondera o arqueólogo americano Robert Biggs, especialista em Medicina da Antiguidade. Edificado no desaparecida cidade de Nippur, o grande templo-universidade desmente a noção atual de que Gula foi uma deidade menos, diz o responsável pelas escavações de Chicago, Estados Unidos. “As pessoas dessa época eram muito ciosas da saúde”.