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Williamina Fleming: De doméstica a astrônoma

A jovem escocesa emigrou para os Estados Unidos e lá empregou-se na casa de Eduard Pickering, que apostou no talento da doméstica, e acertou em cheio.

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h22 - Publicado em 31 ago 1990, 22h00

Quando emigrou para os Estados Unidos, a jovem escocesa Williamina Fleming (1857 – 1911) era apenas a acompanhante de seu marido. Ao separar-se dele em 1879, precisou trabalhar como doméstica, empregando-se na casa de Edward Pickering, diretor do Observatória Havard, em Boston, homem conhecido por sua grande impaciência.

Um belo dia, ao supervisionar a atividade de seus assistentes no observatório, Pickering parou diante de um deles, muito lento, e fulminou: “Minha criada faria esse trabalho de organização e classificação dos espectros estelares melhor que você”. E, de fato, convidou Williamina para o observatório. Ali, ela não só aprendeu Astronomia como ainda realizou um pioneiro e extraordinário trabalho> examinou o espectro (a decomposição da luz) de 600 mil estrelas e mediu seu brilho. Além disso, selecionou cerca de 10 mil espectros e os classificou. O zangado Pickering acertara em cheio.

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