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6 motivos para começar a meditar agora!

A prática não serve só para deixar você mais calminho, não. Cada vez mais pesquisas mostram que esse hábito preserva o cérebro, ajuda a abandonar o tabagismo e até deixa você mais criativo

1. Alívio na rotina

Separar um período do dia para se dedicar à atenção plena, como já se desconfiava, afasta o estresse. E você nem precisa de meses de dedicação para colher os resultados, bastam 25 minutos por dia. A indicação vem de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, em que 33 participantes seguiram à risca a recomendação, durante três dias. Para comparar os resultados, enquanto isso, outros 33 indivíduos eram submetidos a uma bateria de testes para resolução de problemas. Quando os cientistas propuseram aos dois grupos atividades estressantes – entre elas, uma prova de matemática – os adeptos da meditação se saíram melhor e não se preocuparam tanto. Ao que tudo indica, o novo hábito fazia com que eles liberassem também menos cortisol, o famoso hormônio do estresse.

 

2. Cérebro a salvo

Uma das maiores preocupações dos neurologistas tem sido o aumento no número de pacientes que sofrem com Alzheimer e outros males neurodegenerativos – hoje em dia, são 44 milhões pacientes ao redor do mundo. O roteiro é comum: como se o cérebro murchasse, aos poucos o órgão vai perdendo as células nervosas que cuidavam do raciocínio. Só que, de acordo com um estudo desenvolvido na Universidade da Califórnia em Los Angeles, a meditação é um caminho para barrar tais problemas no cérebro. Para comprovar essa tese, os responsáveis compararam 50 adultos que já tinham esse costume há anos, a 50 indivíduos que nunca tinham tentado meditar. E voilà: algo tão simples, segundo os cientistas, já poupava a massa cinzenta dos voluntários.

 

3. Chega de contar carneirinhos

Mais um estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles, dessa vez com 49 voluntários, examinou os impactos da meditação para uma boa noite de sono. No começo da investigação, os participantes foram separados em dois grupos, que seguiram rotinas diferentes. Um deles abandonou as sonecas no meio da tarde e aderiu a hábitos que ajudavam na hora agá, como ter uma hora certa para ir pra cama. Por outro lado, o segundo grupo se limitou a fazer sessões de meditação todos os dias, sem quaisquer alterações no dia-a-dia além dessa. No fim das contas, os membros desse último grupo se deram bem, não só porque dormiam melhor, mas porque ficavam menos ansiosos durante o dia.

 

4. Um basta à enxaqueca


      
Uma parceria da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, com o Wake Forest Baptist Medical Center verificou que a meditação também seria uma boa alternativa para quem sofre com a dor de cabeça. Eles selecionaram 19 pacientes que apresentavam crises de enxaqueca e propuseram que eles seguissem uma rotina que incluía ioga e meditação. Depois de oito semanas, já com resultados em mãos, os cientistas viram que os episódios de dor ficavam menos intensos e duravam menos tempo. Mas não se deve abandonar de vez os remédios, por enquanto: afinal, ainda faltam testes com amostragem maior para confirmar a eficácia desse método.

 

5. Mais meditação, menos cigarros

Os pesquisadores da Universidade de Tecnologia do Texas e da Universidade do Oregon chamaram 27 fumantes para um programa de intervenção, que incluía a meditação na rotina. A técnica escolhida foi a mindfulness, de consciência plena no momento presente, e o estudo se estendeu por duas semanas. Daí que o resultado surpreendeu: mesmo aquelas pessoas que diziam não pretender abandonar o vício reduziram o número de cigarros. É que, quando os responsáveis pela investigação examinaram a quantidade de dióxido de carbono nos pulmões dos fumantes, viram que, mesmo que inconscientemente, eles recorriam menos ao tabaco – uma redução de 60%.

 

6.  Criatividade a mil

Não bastassem todos os motivos anteriores, a meditação ainda favorece a criatividade. A constatação vem da Universidade de Leiden, na Holanda, em que foi conduzido um estudo sobre o assunto. A ideia era identificar se alguma técnica ajudaria os participantes a terem novas ideias, o chamado pensamento divergente, ou a resolver problemas, o pensamento convergente. Para isso, 19 voluntários seguiram dois tipos de meditação – em uma delas, focavam em uma ideia ou objeto, e em outra, deixavam a mente livre, sem se concentrar em nada específico. Depois de cada sessão, os participantes cumpriam uma série de tarefas, como pensar em várias funções para um mesmo utensílio ou analisar uma situação-problema para encontrar uma saída. Resultado: quando deixavam a mente aberta, sem focar em um pensamento só, eles tinham mais facilidade em executar tarefas que exigiam ideias novas. Só que, quando a meditação era focada, conectar elementos e achar a saída para uma situação complicada ficava mais simples.