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A floresta que morreu de frio

Por Redação Superinteressante Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 jul 2009, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 19h07
A floresta que morreu de frio Priorizar nos meus resultados Google

A descoberta de vegetais petrificados no Pólo Norte, revela que há 45 milhões de anos a região era povoada por árvores de até 30 metros de altura e bichos grandes como as antas
A paisagem é desoladora. Um vasto deserto gelado, do qual emergem, aqui e ali, algumas flores polares, uns poucos salgueiros anões e líquens, circundado por montanhas que chegam a atingir 2 600 metros de altitude. De resto, só pedras e areia. Assim é Ellesmere, a maior das ilhas que compõem o conjunto das Ilhas Rainha Elizabeth, com 196 236 quilômetros quadrados, no longínquo Ártico canadense (veja o mapa na página seguinte).

 

 

 Ciência a 50 graus negativos

A descoberta das primeiras árvores fossilizadas, no Círculo Polar Ártico, atraiu para a Ilha de Ellesmere uma multidão de cientistas. Mais de 1 000 pesquisadores visitam regularmente a ilha. Eles pretendem fazer um levantamento completo da fauna e da flora local (veja as fotos). Também acham importante investigar mais a fundo a grande mudança de clima ocorrida há 45 milhões de anos: ela pode dar informações sobre as incertezas climáticas de hoje, como o aquecimento da atmosfera e as grandes tempestades que vêm ocorrendo fora de época em todos os lugares.
Os pólos, aparentemente, funcionam como um alarme: neles, as grandes alterações planetárias aparecem antes de qualquer outra região. Talvez porque sejam pouco habitados e não sofram as perturbações causadas pela presença humana. Nesse ambiente tranqüilo e limpo, as mudanças são percebidas mais depressa. Um bom exemplo é o chamado buraco na camada de ozônio da atmosfera – detectado, antes de mais nada, na Antártida. Em busca de um indício de alteração, os cientistas se revezam em Ellesmere. As visitas são organizadas pelo Grupo de Estudos da Planície Continental Polar. Um dos homens-chaves nessa articulação é o botânico checoslovaco Joseph Svoboda: o acampamento que ele montou na ilha é um dos mais requisitados pelas equipes internacionais.

 

 

As últimas sobreviventes

As metassequóias proliferaram na parte setentrional e central da Ásia e da América do Norte durante os períodos geológicos do Cretáceo e do Terciário inferior (de 144 milhões até aproximadamente 36 milhões de anos atrás) e conseguiram sobreviver até hoje em uma única floresta próxima de Chungking, na China central.

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