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Apertar bolinha hackeia o cérebro – e aumenta a criatividade

Bolinhas macias seriam boas para ter pensamentos mais originais; as mais duras, para exercícios pesados de lógica.

Por Helô D'Angelo Atualizado em 31 out 2016, 19h00 - Publicado em 23 jun 2016, 15h15

É difícil se concentrar quando o final de semana está chegando. Ou quando ele acabou de passar. Ou quando a semana está na metade. Certo, se concentrar é difícil por definição. Mas alguns estudos apontam que existe um truque simples para contornar essa leseira – é só apertar uma bolinha de borracha, dessas que prometem reduzir o stress.

Para a mágica funcionar, você precisa seguir algumas regras. A primeira é apertar a bolinha com a mão esquerda, o mais forte que puder; segundo: faça isso por um minuto inteiro – e se concentre o máximo possível no movimento, sem pensar em outras coisas. Foi o que uma pesquisa realizada pela Universidade de Bar-Ilan, em Israel, mostrou: as pessoas que seguiram essas regras conseguiram resolver 50% mais quebra-cabeças do que quem usou a mão direita. E mais: o pessoal da mão direita resolveu ainda menos problemas do que o grupo de controle que só resolveu os problemas, sem apertar a bolinha. 

LEIA: Guia prático da criatividade

São duas explicações para o truque. A primeira, segundo a pesquisa israelense, diz que usar a mão esquerda para apertar a bolinha ativa a região motora do lado esquerdo do cérebro (ligado à racionalidade). Aí, para equilibrar as atividades cerebrais, o lado direito (criativo e emocional) começa a trabalhar mais, e o resultado é um aumento da criatividade e da racionalidade ao mesmo tempo – o ideal para resolver problemas. 

Mas outro estudo, da Universidade de Munique, na Alemanha, explica o hack de um jeito diferente: para eles, o que importa não é o aumento da atividade motora enquanto a bolinha está sendo apertada, mas o que acontece com o cérebro quando a pessoa para de apertar – nesse ponto, os cientistas acreditam que a a competição entre as diferentes partes do cérebro diminui, o que melhora o processamento de informações pelo cérebro inteiro. 

LEIA: Como nascem as ideias

Os dois estudos também afirmam que apertar bolinhas com durezas diferentes ajudam a resolver problemas diferentes, embora os pesquisadores não consigam explicar o por quê. Uma bolinha mais rígida serve para lidar com questões de “ligar os pontos”: combinar informações existentes, comparar ideias – como um quebra-cabeça, palavras cruzadas ou uma charada. Já bolinhas mais macias foram conectadas ao “pensar fora da caixa”: criar soluções do zero, como requer um desenho, um texto ou uma edição de vídeo.  

O efeito do truque não dura muito tempo – são 15 minutos de criatividade aumentada, no máximo. De qualquer forma, dá para repetir quantas vezes for necessário. Só não esqueça que fazer pausas é tão importante para o trabalho quanto trabalhar. 😉

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Bolinhas macias seriam boas para ter pensamentos mais originais; as mais duras, para exercícios pesados de lógica.

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