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Em construção: o maior arranha-céu de madeira do mundo

O edifício Haut, de 21 andares, fica pronto no ano que vem em Amsterdã; veja imagens

Os três porquinhos ficariam boquiabertos: madeira tem sido cada vez mais usada para construir prédios em várias cidades do mundo. Londres, Estocolmo, Vancouver e Bourdeaux – todas têm arranha-céus com a estrutura feita parcial ou completamente de grandes blocos do material. Agora, um novo projeto vem aí para deixar os porquinhos (e até o lobo) ainda mais espantados: o maior edifício de madeira do mundo está para ser erguido em Amsterdã, na Holanda. 

O projeto é um prédio residencial de 21 andares. Batizado de Haut – que significa “topo”, em francês -, ele deve ficar pronto no segundo semestre do ano que vem, com seus 55 apartamentos que vão se destacar entre as construções baixas de Amsterdã. 

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Ao contrário do que os três porquinhos ensinam na história, o material é poderoso. Para começar, dependendo da montagem da construção, pode ser tão resistente quanto aço e concreto: é só pensar na altura que algumas árvores atingem – um exemplo é a sequoia, que pode chegar a 115 m (o que dá, mais ou menos, a altura de um prédio de 38 andares).

Madeira também é flexível, o que ajuda a manter a construção em pé em caso de terremoto, e (pasme) é um material que resiste bem ao fogo. Isso porque a que é usada nas construções é tão grossa que custa a queimar, igual a quando você vai acender uma fogueira – você precisa de muito esforço para botar fogo numa pilha de lenha, e ainda mais para mantê-la queimando.

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Além disso, a produção de aço e concreto é responsável por 8% das emissões de carbono do mundo, enquanto a madeira é produzida naturalmente, apenas com energia solar – sem emissão de carbono nessa fase. Enquanto crescem, as árvores também consomem CO2 e liberam oxigênio na fotossíntese, o que equilibra um pouquinho mais a emissão da construção do prédio. 

Tá, mas e o desmatamento? Isso também tem jeito: as árvores usadas para a extração de madeira para a construção são cortadas de forma sustentável: são sempre as mais jovens, que são replantadas logo em seguida – depois do solo ganhar um tempinho para se regenerar.  

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No caso do Haut, o cuidado com o meio ambiente vai além do material usado na construção: o prédio foi pensado para ser sustentável, com fachadas de alumínio que transformam a luz solar em energia, caixas para captar água da chuva e garagens onde há tomadas para carregar carros elétricos. Além disso, o térreo do edifício será uma horta comunitária, onde os moradores poderão plantar seus próprios alimentos. 

E o prédio não é só sustentável: ele também é muito legal. Quem comprar um apê no Haut vai poder planejá-lo como quiser – isso inclui o número de quartos, andares, mezaninos e varandas. Se você ficou interessado, corre lá: as vendas começam esse ano. 

Veja fotos: