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Espécie extinta: Vítima da insensatez

Dócil e facilmente domesticável, o leão-marinho-japonês serviu até de alvo para a prática de tiro dos soldados durante a Segunda Guerra Mundial

Por Redação Superinteressante Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 out 2004, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 19h06
Espécie extinta: Vítima da insensatez Priorizar nos meus resultados Google

Leandro Steiw

O leão-marinho-japonês sofreu com a perigosa imaginação fértil do homem. Ele serviu desde fonte de matéria-prima para óleos e remédios da medicina oriental até – pasme! – alvo para a prática de tiro dos soldados japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Antes de desaparecer, esse mamífero carnívoro morou na costa marítima do Japão, da Coréia do Sul e da Coréia do Norte. O lugar era tão agradável que sua população atingiu quase 50 000 indivíduos em meados do século 19. O bicho foi perseguido por pescadores, porque costumava rasgar as redes ao retirar os peixes presos a elas. Pele, gordura e órgãos eram vendidos às indústrias. Os bigodes se transformavam em acessórios especiais para limpar cachimbos. Ser capturado vivo também não servia de consolo. Os animais que não eram mortos viravam atração de circos e parques, pois o comportamento dócil facilitava a domesticação.

Para diversas instituições de preservação da vida selvagem, o leão-marinho-japonês é uma das três subespécies do Zalophus californianus, ou leão-marinho-da-califórnia. Mas os cientistas constataram significativas diferenças no crânio do espécie japonesa comparado ao das outras duas subespécies, ainda encontradas na costa oeste da América do Norte e no arquipélago de Galápagos. O que se sabe é que os machos podiam atingir 2,5 metros de comprimento e as fêmeas, 1,4 metro. Em todas as fases da vida, o leão-marinho-japonês apresentava uma reforçada camada de gordura para se proteger das águas geladas do Oceano Pacífico. Raramente ele era visto nadando a distâncias superiores a 15 quilômetros da costa. Gostava de se arrastar na praia ou em áreas rochosas com a ajuda das suas barbatanas posteriores, procurando lugares planos para procriar. A poligamia estava liberada entre esses animais, e os machos constituíam haréns de cerca de seis fêmeas, já que cada uma tinha só um filhote por vez. Os nascimentos aconteciam praticamente um ano após a cópula.

Leão-marinho-japonês

Nome científico: Zalophus californianus japonicus

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Ano da extinção: 1951

Habitat: Japão e Coréias

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