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Zygmunt Bauman: “Nada é feito para durar”

O sociólogo polonês que criou o conceito de "modernidade líquida": uma instabilidade pemanente e fonte de diversas aflições

Por Da Redação Atualizado em 6 nov 2019, 16h09 - Publicado em 29 out 2015, 14h56

Zygmunt Bauman é sociólogo por formação, mas sua obra mais contundente faz uma crítica filosófica profunda da modernidade. Ele cunhou o conceito de “modernidade líquida” para explicar como nada hoje em dia é feito para durar, do amor à profissão, tudo é líquido, muda de forma muito rapidamente e sob pouca pressão.

Dessa instabilidade permanente, nasce uma angústia do homem diante do futuro e do progresso — e isso explica o boom do consumo de antidepressivos, ansiolíticos e todo tipo de atividade ou entretenimento que ajude a afastar essa sensação. Bauman também se destacou ao descrever como, na segunda metade do século 20, as sociedades deixam de priorizar a produção e passam a priorizar o consumono que ele descreveu como a passagem da modernidade para a pós-modernidade.

Modernidade Líquida é apenas uma das 40 obras (sendo 16 delas traduzidas para o português) do pensador polonês, que foi professor emérito da Universidade de Leeds, na Inglaterra, e morreu em 2017.

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