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“Nada é feito para durar”, Bauman

Zygmunt Bauman é sociólogo por formação, mas sua obra mais contundente faz uma crítica filosófica profunda da modernidade. Cunhou o conceito “modernidade líquida” para explicar como nada hoje em dia é feito para durar, do amor à profissão, tudo é líquido, muda de forma muito rapidamente e sob pouca pressão. Dessa instabilidade permanente, nasce uma angústia do homem diante do futuro e do progresso — e isso explica o boom do consumo de antidepressivos, anabolizantes e toda a ordem de entretenimento que ajude a afastar essa sensação. Modernidade Líquida é apenas uma das 40 obras (sendo 16 delas traduzidas para o português) do pensador, que é professor emérito da Universidade de Leeds, na Inglaterra.

O PAI DO PÓS

Em 1979, o pensador francês Jean-François Lyotard lançou o livro A Condição Pós-Moderna, cujo principal mérito foi colocar a expressão pós-modernidade no vocabulário intelectual e popular. O conceito tem zilhões de definições, mas pode ser resumido como essa nova fase da humanidade em que a busca pelo progresso terminou, e os indivíduos estão livres para criar tudo novo (tudo mesmo), sem as amarras das forças do passado, como o capitalismo.