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Por que as viagens de ida parecem mais longas que as de volta?

Porque a percepção da passagem do tempo é subjetiva: se você está descobrindo coisas novas no trajeto, ele parece ir mais devagar.

Por Rafael Tonon - Atualizado em 18 dez 2019, 13h20 - Publicado em 18 dez 2018, 13h39

Essa sensação acontece com todo mundo que viaja – desde que tenham sido feitos trajetos idênticos, na mesma velocidade, em sentidos opostos. Isso porque o nosso cronômetro interno não funciona com perfeita regularidade e muitas vezes engana a noção de tempo.

As estruturas neurais que controlam a percepção temporal estão localizadas na mesma área do cérebro que comanda a nossa concentração. Isso significa que, se a maior parte dessa área estiver voltada a prestar atenção no caminho, nas placas e na paisagem, não conseguimos nos concentrar no controle de tempo. E aí não saberemos quanto tempo, de fato, a viagem levou.

Na ida, a descoberta de novos lugares influi na percepção da distância, e achamos que estamos demorando mais. Nossa preocupação é: “Quando vamos chegar?”

Na volta, com o caminho já conhecido, a concentração se dispersa e a percepção de tempo é alterada para menos, dando a impressão de que o trajeto passou mais depressa.

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