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David Hume: “O hábito é o grande guia da vida humana”

Ele ingressou na faculdade com apenas 12 anos, e deu importante contribuição para uma das principais questões filosóficas: de onde vêm as ideias, afinal?

Por Da Redação - Atualizado em 10 set 2019, 13h01 - Publicado em 23 out 2015, 18h28

Nascido em Edimburgo, Hume ingressou na universidade local com apenas 12 anos e foi arrebatado pelos debates filosóficos de seu tempo. Na época, os grandes pensadores europeus se debruçavam sobre a origem do conhecimento humano. Hume sustentava que tudo o que sabemos vem das percepções ou das “ideias” (formadas a partir delas). O filósofo, porém, identificou um problema nessa divisão: nem todas as nossas ideias são justificadas por impressões que já tivemos. De onde elas vêm? Opositor ferrenho da escola racionalista, Hume negou a explicação de que essas ideias fossem inatas ao ser humano. Concluiu que parte dos nossos raciocínios se baseia em acontecimentos que nossa experiência define como “prováveis”.

Por exemplo: dizer que um objeto cairá quando for solto no ar, que o sol vai nascer amanhã, ou que a chuva vai encharcar uma blusa no varal são previsões baseadas naquilo que já vivenciamos. Mesmo que ainda não tenhamos visto o próximo nascer do sol, podemos supor que ele acontecerá, pois foi o que aprendemos com as nossas experiências passadas. Embora não houvesse como ter certeza de que as leis da natureza seguiriam sempre as mesmas – e que a alvorada iria continuar vindo -, o hábito ainda deveria ser o melhor guia para a vida.

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