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Kierkegaard: “Ousar é perder o equilíbrio momentaneamente. Não ousar é perder-se”

A raiz de toda a angústia está na liberdade que temos de fazer escolhas - e na obrigação constante de fazer isso

Por Da Redação Atualizado em 9 out 2019, 12h56 - Publicado em 29 out 2015, 13h14

Para Kierkegaard, os filósofos de seu tempo estavam se perdendo em abstrações que se desconectavam da vida cotidiana. O dinamarquês foi em oposição aos colegas e procurou explicar de maneira palpável os dilemas morais, utilizando a noção de que nossas vidas são determinadas por ações, orientadas pelas nossas escolhas. O homem teria liberdade de fazer julgamentos de acordo com sua vontade, por vezes tendo de escolher entre aquilo que é melhor para si mesmo e aquilo que é mais ético.

Essa liberdade seria a causa de nossa “angústia” diária. Isto é, cada escolha que fazemos é análoga ao medo de um homem diante de um penhasco, que teme tanto a ameaça da queda quanto o possível impulso de se atirar no vazio para ver no que dá. “O crucial é encontrar uma verdade que seja verdadeira para mim, encontrar a ideia pela qual eu possa viver e morrer”, escreveu.

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