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Superheroínas de 1,40 m a 1,96 m: como é o corpo de uma medalhista olímpica?

Artista comparou o corpo das mulheres que ganharam medalhas de ouro nos últimos jogos e encontrou uma variedade impressionante entre os corpos mais saudáveis - e poderosos - do mundo.

Por Ana Carolina Leonardi
Atualizado em 31 out 2016, 19h06 - Publicado em 9 ago 2016, 18h00

Existe um “formato” para uma campeã olímpica? Foi com essa pergunta em mente que a artista australiana Wendy Fox começou a pesquisar sobre as medalhistas de ouro dos Jogos de Londres de 2012.

Estamos acostumados a ver o corpo de “musas fitness” promovido como único tipo de corpo saudável – e elas são todas parecidas entre si, magras e malhadas. Mas as atletas mostram que não é bem por aí. A Olimpíada reúne os corpos mais ágeis e poderosos do mundo e eles vêm em uma quantidade enorme de formas e tamanhos.

A artista reuniu dados sobre as 276 mulheres que ganharam medalhas de ouro em 2012 e as ilustrou, uma a uma, em um diagrama gigantesco. O resultado foi um poster que mostra que “saudável” e “atlético” não se referem a um único tipo de corpo: a mais baixa e mais magra atleta da competição, a ginasta chinesa Linlin Deng, com 1,46m e 36 kg, tem uma medalha de ouro exatamente igual à compatriota Lulu Zhou, do levantamento de peso, do alto dos seus 1,75 m e 131 kg.

 

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Para Fox, as Olimpíadas são a ocasião ideal para mostrar que, no esporte de elite, existe ao menos um tipo de modalidade para qualquer tipo de corpo – e não necessariamente aquele que você espera.

A influência de altura e idade em alguns esportes é inegável – os dados do projeto de Wendy mostram que, na natação, as medalhas vão, na maioria, para as adolescentes mais altas: as campeãs tinha acima de 1,67 m e não passavam dos 27 anos. Já o ápice das atletas de esportes em grupo se dava na casa dos 30 e as vencedoras da equitação e do esgrima ultrapassavam o limite dos 40.

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Por outro lado, as estatísticas das medalhistas de ouro estão cheias de exceções aos estereótipos das suas modalidades. A ginástica artística é o reino das baixinhas – a menor delas nos jogos atuais do Rio é a brasileira Flávia Saraiva, com seu 1,33 m. Isso não impediu a romena Sandra Raluca Izbasa de conseguir o ouro no salto na edição de Londres, mesmo com 1,67m (mais do que a altura de muitos dos ginastas homens).

A mulher mais rápida do mundo em 2012 também não tinha pernas compridas. Shelley Ann Fraser Pryce, jamaicana que ganhou a disputa dos 100 metros, tem apenas 1,52m. O time campeão do hockey, da Holanda, jogou com nanicas de 1,52 m e gigantas de 1,73 m – e todas terminaram com uma medalha de ouro no peito.

Wendy Fox quer refazer seu estudo e suas ilustrações das medalhistas de ouro na Olimpíada do Rio. Para publicar o projeto no site e produzir um poster e um livro, lançou uma campanha no Kickstarter e quer reunir 50 mil dólares australianos.

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A artista já esclareceu no seu site que não pretende fazer o mesmo trabalho com atletas homens. Em primeiro lugar, porque a diferença entre tipos físicos, na visão de Fox, não é tão extrema nas modalidades masculinas. E, em segundo lugar, porque sente que falta um impulso de divulgação das atletas mulheres que fogem do padrão de peso e altura considerados sensuais. Mostrando que a medalha de ouro já se encaixou nos mais diferentes tipos de peito, ela quer inspirar especificamente as meninas mais novas, para que elas se vejam representadas pelas medalhistas e corram atrás de oportunidades esportivas em que nunca tinham pensado antes.

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