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“Uma cabeça bem-feita vale mais do que uma cabeça cheia”, Montaigne

Conheça o pensador francês.

Por Da Redação - Atualizado em 4 jun 2018, 19h03 - Publicado em 23 out 2015, 13h28

Cético, este filósofo do século 16 acreditava que a verdade é inacessível e flutuante. Sua obra-prima, Ensaios, foi escrita quando a Renascença estava na sua última fase, e o otimismo já não era mais o mesmo. Por isso, sua produção era repleta de desconfiança sobre tudo, e o livro foi tão influente no meio literário que acabou fundando um gênero: o ensaio.

Montaigne falava de canibais, religião e amor, mas unia temas aleatórios com fluência e reflexões sobre o homem. Nas passagens sobre educação, por exemplo, era contra a decoreba. Criticou o exibicionismo intelectual e defendia que alunos soubessem articular os conhecimentos e tirar suas próprias conclusões. Dizia que não devíamos dar bola para a opinião dos outros e que a busca pela fama corrompe o ser humano, pensamento que ia na contramão da cultura da época. Montaigne era um playboy do século 16. Foi alfabetizado em latim, graduou-se em Direito e jogava dinheiro pela janela. Apesar do apreço pela vida louca, chegou a ser prefeito de Bordeaux por duas vezes, entre 1580 e 1590. Teve vários affairs, mas não se envolveu seriamente com nenhuma mulher. Seu único amor foi La Boiétie, seu melhor amigo, com quem teve uma “divina ligação”, compartilhada “até o fundo das entranhas”, em suas próprias palavras. Foi a morte prematura do companheiro que o deprimiu e o levou a escrever seus ensaios.

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