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5 HQs para conhecer Marcelo d`Salete, brasileiro vencedor do prêmio Eisner

"Cumbe", que trata da escravidão no Brasil, ganhou uma das categorias do Oscar dos quadrinhos. Veja esse e outros quatro trabalhos do artista

Por Rafael Battaglia Atualizado em 14 fev 2020, 17h25 - Publicado em 23 jul 2018, 17h59

Na última sexta (20), durante a San Diego Comic-Con, nos EUA, o paulistano Marcelo d`Salete venceu uma das categorias do Eisner, considerada a maior premiação do universo dos quadrinhos. A graphic novel “Cumbe“, lançada originalmente em 2014, ganhou como melhor edição americana de material estrangeiro.

Ao todo, Salete já publicou cinco histórias, abordando temas como violência urbana, discriminação e os problemas enfrentados pelos jovens negros. Abaixo, você confere um pouco mais sobre cada uma delas.

 

Noite Luz (Via Lettera, 2008)

A primeira HQ solo de Salete, que antes havia colaborado em algumas coletâneas, reúne seis histórias ambientadas em uma cidade grande, mais especificamente, em um bairro de classe baixa onde fica a boate “Noite Luz”. É nesse cenário que os personagens irão se cruzar ao longo do livro, que trata de problemas cotidianos como desemprego, amor, medo e decisões difíceis.

Risco (Cachalote, 2014)

Um garoto da periferia que tenta ganhar a vida como guardador de carros acaba se envolvendo em uma briga. Desigualdade social e abuso de poder são alguns dos temas presentes nesta pequena HQ, de apenas 40 páginas, lançada como parte da coleção Franca, da editora Cachalote.

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Cumbe (Veneta, 2014)

A premiada graphic novel aborda a escravidão no Brasil colonial. Protagonizada por escravos, os quatro contos narram a luta contra a violência sofrida pelos negros e a busca pela liberdade.

“Cumbe” recebeu ótimos elogios da crítica à época do seu lançamento, e o sucesso a levou para outros países. Nos EUA, ela foi publicada este ano pela editora Fantagraphics, com o título “Run for it – Stories of Slaves Who Fought for the Freedom”.

Encruzilhada (Veneta, 2016)

Nesta HQ, Salete conta cinco histórias que se passam em um cenário urbano. Dramas comuns, que afligem milhares de pessoas todos os dias, envolvendo desde problemas financeiros e desigualdade à discriminação, racismo e violência. A obra segue o estilo característico do artista: poucos diálogos e cenas recheadas de detalhes subjetivos.

Angola Janga (Veneta, 2017)

Foram necessários 11 anos de estudo sobre a escravidão e o período colonial brasileiro para criar esse livro, que conta em mais de 400 páginas a história do Quilombo dos Palmares. Indo além do líder Zumbi, Salete aborda outros personagens, eventos e cenários notáveis, tornando a narrativa ainda mais rica. Angola Janga (ou pequena Angola), é como os próprios moradores de Palmares se referiam ao local.

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