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Charles Cullen, o enfermeiro que é o maior serial killer dos EUA

Suspeito de ser o maior serial killer da história dos EUA, Charles Cullen preferia matar seus pacientes em vez de tratá-los

Por Marcelo Testoni - Atualizado em 14 fev 2020, 17h29 - Publicado em 14 fev 2018, 15h55

FICHA CRIMINAL
Nome
Charles Edmund Cullen (1960-)
Local de atuação Nova Jersey e Pensilvânia (EUA)
Mortes 40 confirmadas e 400 não comprovadas

 

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1) Nascido em Nova Jersey, Cullen teve uma infância e adolescência trágicas. Quando ainda era bebê, seu pai morreu de infarto. Aos 9 anos, Cullen tentou se matar ingerindo produtos de um kit de química, e aos 17 perdeu a mãe e a irmã num grave acidente de carro. Sozinho no mundo, abandonou o colégio.

2) Alistou-se na Marinha dos EUA em 1978. Ingressou como operador de mísseis balísticos de submarinos e de navios, mas depois de alguns anos no cargo começou a apresentar sinais de instabilidade mental. Internado, recebeu alta somente em 1984, depois de se recuperar de sete tentativas de suicídio.

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3) Ainda em 1984, matriculou-se em um curso de enfermagem. Suas boas notas lhe garantiram um disputado emprego na unidade de queimaduras de um centro médico. Porém, ele trocou a dedicação à carreira pela prática de furtos de medicamentos, que usava para se drogar ou tentar tirar a própria vida.

 

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4) Foi nesse centro médico que fez suas primeiras vítimas. Entre 1988 e 1992, aplicou overdose letal de insulina em dezenas de pacientes terminais e não terminais, além de contaminar sacos intravenosos. Um investigação movida por autoridades hospitalares apontou Cullen como culpado, mas não reuniu provas suficientes.

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5) Demitido, foi contratado por um hospital, onde matou três velhinhas com superdosagens de um medicamento que causa ataque cardíaco. Uma delas teria relatado à própria família que um “enfermeiro sorrateiro” havia injetado algo ruim em seu braço enquanto dormia. Mas o comentário foi tratado como delírio.

6) Em 1993, após se divorciar da esposa e perder a guarda das filhas (ele havia se casado em 1987, um ano antes de começar a matar), Cullen teve um surto e invadiu a casa de uma colega de trabalho, enquanto ela e o filho dormiam. Após tentar molestá-los, o enfermeiro foi denunciado à Justiça, que expediu um pedido de internação por alguns meses para que ele tratasse seu quadro de depressão.

 

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7) Apesar do histórico de instabilidade emocional e das suspeitas de assassinatos por agressão física, envenenamento, asfixia e falta de cuidados, ele continuou a trabalhar em Nova Jersey e na Pensilvânia. Os hospitais dos EUA sempre enfrentaram escassez de profissionais e nunca se preocupavam em checar antecedentes.

8) Em 2002, porém, Cullen foi flagrado no trabalho violando e consumindo medicamentos. O inquérito médico o forçou a se demitir. Na sequência, sete ex-colegas alertaram a polícia sobre suspeitas de que Cullen aplicava drogas para matar pacientes. Mas, novamente por falta de provas, a denúncia foi arquivada.

9) Em 2003, já em outro hospital, Cullen foi detectado pelo sistema de computador acessando os prontuários de pacientes que não eram seus. Depois, colegas o viram apanhando remédios que não haviam sido prescritos. Após alguns óbitos por overdoses estranhas, a instituição conseguiu coletar evidências suficientes contra o assassino.

 

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QUE FIM LEVOU?
Cullen admitiu os crimes e, desde 2003, cumpre pena perpétua pelo assassinato de 40 pessoas. Mas, segundo analistas, o total de vítimas pode chegar a 400.

 

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FONTES Livros The Good Nurse: A True Story of Medicine, Madness and Murder, de Charles Graeber; sites The New York Times e Associated Press; programa 60 Minutes (CBS News)

 

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