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Como a enguia elétrica se protege do próprio choque?

Ela não precisa se proteger, pois está adaptada para conviver com a corrente que produz. Confira como neste infográfico.

Por Diego Garcia Atualizado em 4 jul 2018, 20h24 - Publicado em 8 ago 2014, 19h03
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ILUSTRAS Alexandre Jubran

PERGUNTA Michel Marcelo Monteiro, São Paulo, SP

Ela não precisa se proteger, pois está adaptada para conviver com a corrente que produz. A enguia tem estruturas musculares especiais com células chamadas eletrócitos, que convertem a energia não gasta na locomoção em impulsos elétricos. Essa eletricidade é acumulada e cria um campo ao redor do bicho, que orienta sua movimentação, protege-o de predadores e o ajuda a capturar suas presas.

1. Uma enguia adulta pode ter até 160 mil eletrócitos (um tipo de célula que acumula e emite eletricidade), especialmente na parte inferior do corpo. Elas são organizadas como pilhas num controle remoto: o polo negativo de uma está em contato com o positivo de outra

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2. Essa disposição permite a circulação de uma corrente elétrica, ou seja, o fluxo de partículas portadoras de carga elétrica. Assim, o bicho vira uma “bateria viva”: seu polo negativo localiza-se perto da cauda e o positivo na parte da frente, um pouco antes da cabeça

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3. Uma das consequências dessa corrente é a criação de um campo elétrico ao redor da enguia. Se ela sente mudanças na frequência desse campo, é porque ele foi invadido. Instintivamente, o bicho emite descargas de até 600 volts (equivalente a quase cinco tomadas domésticas), o suficiente para paralisar ou matar o invasor

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FONTES Claudia Marques Rosa, bióloga, e Claudio Furukawa, do Instituto de Física da USP

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