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Como é feito um livro?

Se transformar palavras e idéias em um livro já é um troço bem complicado e trabalhoso, encontrar alguma editora que aceite publicá-lo é tarefa ainda mais difícil, especialmente para escritores novatos. E não é por falta de editoras. Apenas na Bienal do Livro de São Paulo deste ano, que será realizada entre os dias 15 […]

Por Redação Mundo Estranho Atualizado em 4 jul 2018, 20h25 - Publicado em 18 abr 2011, 18h50

Se transformar palavras e idéias em um livro já é um troço bem complicado e trabalhoso, encontrar alguma editora que aceite publicá-lo é tarefa ainda mais difícil, especialmente para escritores novatos. E não é por falta de editoras. Apenas na Bienal do Livro de São Paulo deste ano, que será realizada entre os dias 15 e 25 de abril, serão quase 300 expositores. Quer mais? Segundo pesquisa da Câmara Brasileira do Livro, existem cerca de 530 editoras no país que publicaram ao menos cinco livros no período de um ano e, só em 2002, foram lançados mais de 39 mil títulos. Os números parecem animadores, mas a verdade é que o mercado editorial brasileiro ainda precisa crescer muito se comparado ao de outros países. E exatamente por isso é tão difícil achar espaço para quem quer fazer e publicar um livro. No Brasil, a média de leitura por habitante é de 1,8 título por ano. Nos Estados Unidos são 5,1 e na França, a campeã nessa área, a média por pessoa é de 7 livros anuais. Por aqui, 61% dos adultos alfabetizados (aproximadamente 26 milhões de pessoas) têm muito pouco ou nenhum contato com livros. Com um mercado tão restrito, só poderia ser mesmo muito difícil arrumar editora para lançar uma nova obra. Muitos autores que não conseguem uma acabam pagando do próprio bolso a impressão de um manuscrito.

Capítulo por capítulo
Obra percorre um longo (e competitivo) caminho até a impressão

1. O primeiro passo para publicar um livro é procurar a editora certa, pois existem as especializadas em livros técnicos, em esoterismo etc. Depois, o mais comum é enviar o original pelo correio. Só a editora Companhia das Letras recebe até 100 originais por mês. Aqui já começa a dificuldade: nem todos os trabalhos são lidos

2. Se um editor ler o original, ele avalia se vale a pena publicá-lo. Se achar que sim, passa o original para outro editor. Ambos ainda podem pedir a opinião de um colaborador de fora da editora. Enquanto isso, o autor aguarda, ansiosamente, uma resposta, que costuma ser mandada pelo correio

3. Se o original for aprovado está tudo certo? Que nada. Um editor fará sugestões de mudanças ao autor. Pode ser um corte de um terço do original ou simples trocas de palavras. O original rescrito é devolvido ao autor, que pode acatar, ou não, as sugestões

4. Se autor e editora não se entendem, a obra não sai. Se há um acordo, ela segue para uma revisão no arquivo de computador. Depois o texto é formatado nas páginas do livro. Com ele “composto”, são impressas cópias para duas revisões de “prova”, com as páginas já com sua cara final

5. Enquanto os revisores trabalham duro tentando encontrar erros nas “provas”, começa a produção para a capa do livro. Um capista lê o texto e bola a melhor forma de “vendê-lo”. O capista pode ser um designer ou um ilustrador e trabalhar na editora ou ser contratado só para aquele trabalho específico

6. Quando a revisão acaba e a capa foi aprovada pelo autor, o livro é encaminhado para uma gráfica, onde será impresso — o que pode levar algumas semanas ou um mês. Os exemplares são então distribuídos para as livrarias e (ufa!) o autor pode curtir feliz sua noite de autógrafos

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