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Como egípcios ergueram blocos tão pesados?

Para erguerem seu maior símbolo há quase 5 mil anos, egípcios utilizaram milhares de pessoas - e técnicas até hoje pouco claras para a ciência

Por Diogo Antônio Rodriguez Atualizado em 4 jul 2018, 20h25 - Publicado em 5 abr 2016, 16h52

ILUSTRA Alexandre Jubran

Para erguerem seu maior símbolo há quase 5 mil anos, egípcios utilizaram milhares de pessoas – e técnicas até hoje pouco claras para a ciência

1. Para aplainar o terreno, os egípcios usaram um truque bem inteligente. Eles alagaram tudo e cavaram valas com a mesma profundidade no solo de calcário. Depois, drenaram a área, de modo que a água permanecesse só nos canais que haviam feito. Aí, era só guiar-se pelo nível de água na hora de cortar o “excesso” de solo

2. A maioria dos blocos foram extraídos de uma pedreira a 300 m de distância. Historiadores especulam que os operários usavam instrumentos de cobre para fazer cortes nas partes mais superficiais da rocha de calcário. Em seguida, enfiavam cunhas de madeira e as molhavam. Ela se expandia e separava um bloco do resto da pedra

3. Mistério: as ferramentas de cobre não conseguiriam cindir o granito, um tipo de pedra também presente em vários lugares da pirâmide. Nesse caso, seria necessário que os egípcios tivessem desenvolvido instrumentos mais resistentes. Mas eles não foram encontrados nas escavações nem são mencionados em textos antigos…

4. E como os gigantescos paralelepípedos eram levados até o canteiro de obras? Uma teoria da Universidade de Amsterdã sugere que eles eram colocados individualmente sobre um trenó de madeira puxado por cordas. Para facilitar o deslizamento, a areia do trajeto era molhada, tornando a superfície mais firme

5. Estudiosos divergem sobre como os blocos foram levados a cada camada do prédio. É possível que houvesse uma rampa em espiral, ao longo do perímetro. Para o arquiteto francês Jean Pierre Houdin, ela era interna: imagens de microgravimetria revelaram uma espiral de maior densidade nas paredes maciças da pirâmide

Egito 2 Egito 2

6. Outra opção: a rampa realizava um zigue-zague em uma das faces. Uma vantagem era que a plataforma poderia ter a mesma inclinação, facilitando o transporte dos blocos. Além disso, ela não precisava ser refeita a toda hora e duraria até o fim da trabalheira

7. Uma variante propõe uma gigantesca rampa perpendicular a uma das faces, feita de cascalho e pedra. Mas ela teria que ser encompridada (ou, em alguns casos, até reconstruída) conforme o pico fosse ganhando altura

8. E se os egípcios já tivessem elaborado uma versão rudimentar do guindaste? Certamente evitaria passar 20 anos arrastando pedras! Ele seria parecido com um sistema de gangorras e alavancas. O contrapeso poderia ser feito com sacos de areia ou até com trabalhadores pendurados

9. A teoria mais estranha é a do engenheiro inglês Chris Massey. Os egípcios teriam construído dutos desde o rio Nilo até cada nível da obra. Aí, amarraram os blocos a bexigas de animais cheias de ar e os flutuaram por esses canais. Isso facilitaria até o encaixe de cada peça no devido lugar

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OBRA FARAÔNICA

2 milhões de blocos com 2,5 toneladas cada um

20 anos de contrução

Entre 20 e 25 mil trabalhadores envolvidos

As quatro faces estão perfeitamente alinhadas com os pontos cardeais: norte, sul, leste, oeste

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FONTES LivrosHistory: The Definitive Visual Guide, vários autores,How It Works: Book of Incredible History, vários autores,As Grandes Maravilhas do Mundo, de Russell Ash e Richard Bonson; e sitesPBS Nova,Smithsonian Magazine,BBC History,iO9,LiveScience,Discovery,NBC News,National Geographic,Harvard Gazette,archeology.org,Derby Telegraph,Brooklyn Museum,Britannica,Huffington Post,The Telegraph,ScienceDaily,Archeology MagazineeHistory Channel

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