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Como funciona um esquema de pirâmide financeira?

O golpista inicial convence outras pessoas a lhes dar dinheiro, e elas, por sua vez, devem recrutar mais investidores. Entenda porque isso nunca funciona.

Por Anna Carolina Rodrigues - Atualizado em 4 jul 2018, 20h23 - Publicado em 24 ago 2016, 12h47

Piramide Financeira

É um modelo comercial muito usado em fraudes, que depende do recrutamento constante de investidores. Funciona assim: o golpista inicial convence outras pessoas a lhes dar dinheiro para entrar em um “investimento certeiro” que ele está gerenciando. E sugere que essas pessoas, por sua vez, convençam outros a também investirem: eles receberão uma porcentagem da grana de cada novo sócio, e dos eventuais novos sócios que estes trouxerem. E assim sucessivamente.

A cada camada, há mais e mais “investidores” na base, por isso o esquema foi batizado de “pirâmide“. Mas ela não se sustenta: matematicamente, é necessário que cada membro consiga conquistar pelo menos dois novos participantes. E se, por algum motivo, todos eles decidirem “sacar” o dinheiro investido ao mesmo tempo, a pirâmide desaba.

A pilantragem foi inventada em 1920 nos EUA pelo italiano Carlo Ponzi. Por isso, lá é chamada de “Ponzi scheme” (“esquema Ponzi”). Confira como é a estrutura (na imagem acima):

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FARAÓ

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Responsável por convencer as primeiras pessoas a entrar no esquema. Nas versões modernas, pode haver vários cabeças, cada um com sua rede de convidados.

PRÍNCIPES

Por entrarem logo no início, costumam se dar bem, pois recebem comissão sobre o valor pago por pessoas que eles convidam para ingressar no esquema.

SERVOS

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Quanto mais participantes, mais difícil para os novos membros recuperarem o investimento, já que é preciso indicar ainda mais gente, com a estrutura já saturada.

 

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