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Como se pratica o rapel?

Por Redação Mundo Estranho Atualizado em 4 jul 2018, 20h21 - Publicado em 18 abr 2011, 18h49
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O lance é dominar a gravidade: o praticante desse esporte fica pendurado em uma corda com um freio que controla a velocidade de queda. Quando o rapelista quer parar de descer, ele prende a corda no freio – uma simples peça metálica em forma de 8 – e vai baixando numa boa. Fora isso, o equipamento básico é o mesmo do alpinismo: corda, mosquetão, cadeirinha, luva e capacete. Antes de virar esporte radical, o rapel foi uma importante ferramenta de pesquisa. Quem criou essa técnica de descida em corda foram estudiosos de cavernas, que no início do século 20 procuravam grutas nos cânions dos montes Pirineus, no sul da França. Para alcançar as tais cavernas escondidas, os cientistas baixavam presos às pedras do alto. Hoje, o rapel é praticado em encostas, cachoeiras e pontes. Como em qualquer esporte, existe um certo risco de acidentes, mas, usando equipamentos certificados e seguindo as normas básicas de segurança, dá para curtir sossegado. O problema é que muita gente teima em não usar capacete, abusa da vida útil dos equipamentos e não segue as recomendações na hora da descida. É comum ver gente descendo rápido demais e em posições que dificultam o controle da corda, dando uma tremenda sopa para o perigo.

Adrenalina controlada Equipamentos de segurança suportam pelo menos três vezes o peso do praticante

Mosquetão

É a peça que faz a ligação entre a cadeirinha e o freio. Feito de duralumínio — uma mistura de alumínio e magnésio —, um mosquetão não pesa mais de 100 gramas, mas suporta toneladas de peso. O mosquetão tem uma trava de segurança manejável com uma única mão, possibilitando que o rapelista se desprenda da corda em casos de emergência — um resgate nas alturas, por exemplo

Freio

O mais comum é o que tem o formato de um 8. A corda desliza entre seus elos e trava quando o praticante a puxa para perto de si. Se a pessoa soltar a corda, ela desce em queda livre. Se pressioná-la contra o freio, ela pára a descida

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Capacete

O capacete deve ser usado mesmo que não existam quedas d’água ou risco de pedras deslizantes — não dá para brincar com o risco de se chocar em uma quina ou ser atingido por algum objeto! Também é bom usar luvas para evitar queimaduras nas mãos pelo atrito com a corda

Cadeirinha

É uma espécie de cinto que envolve as pernas e o quadril do rapelista. Feita de náilon e poliéster, a cadeirinha serve para prender o corpo do rapelista ao resto do equipamento. As mais modernas conseguem suportar até 500 quilos e têm revestimento de vinil, um tecido impermeável e ultra-resistente ao desgaste

Corda

As cordas certificadas pela Federação Internacional de Montanhismo e Escalada agüentam cerca de 3 mil quilos — mesmo nas freadas mais bruscas, o impacto dificilmente chega a mil quilos. A coisa complica um pouco com as cordas nacionais: como a maioria não tem certificação, não dá para saber quanto elas agüentam

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