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Como surge a Aurora Boreal?

O fenômeno pode ocorrer de dia e de noite nos dois polos do planeta

Pergunta do leitor – Orival Silva, São José dos Campos, SP

Ela acontece quando ondas de plasma resultantes de tempestades solares viajam pelo espaço e interagem com o campo magnético e com a atmosfera da Terra. O fenômeno pode ocorrer de dia e de noite nos dois polos do planeta, embora seja mais facilmente avistado no norte entre agosto e abril. Quando ocorre por lá, o fenômeno ganha o nome de aurora boreal (no sul, é chamado de aurora austral). Quanto mais energia o Sol liberar, maior a chance de formação de tempestades solares. No entanto, a frequência com que elas ocorrem é imprevisível, e por isso é preciso de alguma sorte para testemunhar esse lindo espetáculo da natureza.

A viagem dos gases solares

Toda essa beleza tem início com a formação de grandes bolhas de gases no interior do Sol

1. Pode vir quente 

No interior do Sol, as temperaturas e as pressões são tão altas que os átomos de hidrogênio se fundem e formam gás hélio (H2), uma reação que emite muita energia. Toda essa energia é liberada em forma de luz e calor, que empurram gás à superfície, formando enormes redemoinhos, chamados células de convecção. Dentro delas, o gás mais quente sobe, e o mais frio desce

2. Bolhas magnéticas

Esse gás eletrizado dentro do Sol é chamado de plasma, e seu movimento gera fortes correntes magnéticas. Em alguns lugares do Sol essas correntes são tão fortes que abrem caminho até a superfície, rompem as células de convecção e “escapam” para o espaço com o plasma. É o que chamamos de tempestade solar – uma espécie de pum cósmico

3. Viagem com tempo contado

Durante as tempestades, bilhões de toneladas de plasma se desprendem do astro-rei e viajam pelo espaço a cerca de 8 mil km por hora! Em seis horas, atingem Mercúrio; depois de 12 horas, Vênus; e enfim, em 18 horas, a Terra. Esse tempo não varia, então sabemos com precisão quando seremos atingidos

4. Durante o dia

Ao chegar por aqui, o campo magnético da tempestade colide com o da Terra. Essa união forma uma espécie de funil magnético por onde o plasma solar flui em direção aos polos do nosso planeta. Essa é a aurora diurna, visível apenas do espaço, já que a luz do Sol ofusca as cores formadas na atmosfera

5. Aurora noturna

Quando a tempestade é forte, esses campos magnéticos se esticam ainda mais em torno do globo e voltam a se unir do outro lado (o lado escuro do planeta). Esse “elástico magnético” se rompe, e o plasma volta a fluir em direção aos polos, só que agora sobre um céu escuro. É a aurora noturna, visível aqui da Terra

Céu em cores

Aurora AuroraTons do fenômeno variam com ar e altitude

Quando os elétrons do plasma solar penetram a atmosfera terrestre, encontram átomos de oxigênio e de nitrogênio no ar. Esse encontro libera energia na forma de luzes coloridas. As cores variam de acordo com o tipo de átomo que colide com o elétron e com a altitude em que ocorre essa colisão.

FONTES: Exploratorium.edu, NASA e Departamento de Física da Universidade de Oslo

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