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E se Brasília não tivesse sido construída?

A capital ainda seria, provavelmente, o Rio de Janeiro – e isso faria uma grande diferença para a história do Brasil.

Por Da Redação Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 22 fev 2024, 10h21 - Publicado em 30 set 2016, 16h28

Gabinete do presidente do Brasil com o Rio de Janeiro ao fundo, na janela

Texto originalmente publicado em 2016

Brasília era um projeto antigo: a ideia de construir uma capital no interior, num local mais seguro de ataques estrangeiros e que ajudasse a garantir a integração nacional, já vinha do marquês de Pombal, em 1761, quando ainda éramos colônia de Portugal.

Em 1823, o patriarca da Independência, José Bonifácio, já chamava a futura cidade de Brasília. Quando Juscelino Kubitschek foi eleito presidente, os planos de construção já estavam em andamento. Mas, se ele não tivesse dado o início às obras, pode ser que a novidade nunca saísse do papel.

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1) MAIS SUDESTE…

Com a capital na beira do mar, a economia nacional estaria ainda mais centrada na faixa litorânea, foco da colonização desde a chegada dos portugueses. Além disso, a região Sudeste centralizaria ainda mais as atenções, com o centro produtivo e financeiro em São Paulo e o político no Rio.

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2) …E MENOS CENTRO-OESTE

O Centro-Oeste teria densidade populacional ainda mais baixa e seria menos integrado ao restante do país (foi a construção de Brasília que provocou o surgimento de várias rodovias na região). Goiânia seria mais modesta e não haveria interesse político em criar o estado de Tocantins.

3) TONY RAMOS PARA PRESIDENTE?

Morando na capital do país, artistas de TV poderiam ter mais interesse em converter sua popularidade em força política. Não é incomum: foi na Califórnia, onde fica Hollywood, que cresceram politicamente os atores Ronald Reagan (40º presidente dos EUA) e Arnold Schwarzenegger (que virou governador do estado).

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4) MAIS VERDE

Empreiteiras têm grande influência política desde que ajudaram na construção de Brasília. “O lobby desse setor seria, portanto, menos influente. Partidos que têm relação mais próxima com essas empresas, como o MDB, não teriam a mesma força“, diz a cientista política Maria Victoria Benevides. Por outro lado, grupos políticos cariocas, como o Partido Verde, poderiam crescer.

5) SOB FOGO CERRADO

Imagine o presidente andando todos os dias em Copacabana. Ele sentiria muito mais de perto a pressão popular, podendo tomar decisões mais populistas (como reajustes mais frequentes no salário mínimo). Esse tipo de contato com eleitores comuns não existe em Brasília, uma cidade onde quase todo mundo vive da política. Além disso, funcionários públicos, que viriam mais do Sudeste do que de outros cantos do país, teriam melhores condições de se mobilizar.

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6) TÁ TUDO PACIFICADO

A presença do poder federal no Rio desestimularia o crescimento do crime organizado. Isso porque o governo não poderia tolerar ações do tráfico que pudessem desmoralizá-lo ou colocar em risco figuras importantes da política mundial. A cidade seria menos violenta, com morros desocupados ou dominados pelo Exército.

Pergunta enviada por Adryene Ibernon Mendonça (Manaus, AM)

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CONSULTORIA Damian Nance, professor de geociências da Universidade de Ohio, Sergei Pisarevsky, geólogo da Universidade de Western Australia, Paul Hoffman, geólogo da Universidade de Harvard, Maria Victoria Benevides, cientista política, Joyce McFadden, psicanalista e autora de Your Daughter¿s Bedroom: Insights for Raising Confident Women, Gloria Steinem, jornalista e ativista feminista, Patrick Anderson, professor de história da cultura da Universidade da Califórnia, André Chevitarese, professor de história antiga da UFRJ, Mikko Hypponen, consultor de segurança de computadores, e Nicholas Christin, diretor do Information Networking Institute

FONTES Núcleo de Estudos da Violência da USP, livros The Roman Cult of Mithras: The God and his Mysteries, de Manfred Clauss, e Supercontinent, de Ted Nield, e sites scotese.com, uhu.es/ejms e mithraeum.eu

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