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Existe algum vegetal do período jurássico que tenha sobrevivido até hoje?

Pelos fósseis encontrados não dá para dizer que, naquele período, existiam plantas exatamente iguais às atuais. Mas parentes distantes dos vegetais de hoje com certeza embelezaram a paisagem jurássica há 200 milhões de anos. As mais numerosas eram as espécies do gênero Pinus, que inclui sequóias, pinheiros e araucárias. Elas sobreviveram todo esse tempo por serem mais resistentes e também por se revelarem indigestas, mesmo para o mais esfomeado dinossauro. “Para proteger o tronco, essas árvores fabricam resinas que produzem cheiro forte e gosto ruim”, diz o botânico José Rubens Pirani, da Universidade de São Paulo (USP). Outras veteranas são as Cicadáceas, arbustos parecidos com as palmeiras. Além de gerar muitas sementes, elas se adaptaram tão bem às variações climáticas que se espalharam por todo o planeta.

Mas a tataravó dos vegetais é a Ginkgo biloba, surgida há 180 milhões de anos. Considerada um fóssil vivo, essa planta medicinal é usada no Oriente para ativar a circulação. “Um dos segredos da Ginkgo é que ela foi uma das primeiras plantas a perder folhas no inverno, economizando energia durante a estação fria”, afirma Pirani.