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O que aconteceria se chovesse tudo de uma vez?

Por Roberta Faria e Suzana Paquete Atualizado em 4 jul 2018, 20h18 - Publicado em 18 abr 2011, 18h48

O primeiro efeito seria um aguaceiro dos diabos nas regiões tropicais, que são úmidas e quentes. Nas regiões secas, onde há pouco vapor de água na atmosfera, haveria no máximo uns chuviscos. Mesmo assim, os estragos das enchentes e deslizamentos seriam enormes, porque não haveria tempo para a terra absorver a chuvarada repentina. O que aconteceria depois? Os cientistas imaginam pelo menos duas hipóteses. “Se chovesse tudo de uma vez, a Terra perderia suas nuvens, que ajudam a segurar o calor junto à superfície. Sem elas, a temperatura do planeta cairia abaixo de zero, formando uma enorme camada de gelo no continente”, afirma o físico Nelson Ferreira, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Mas para o meteorologista Marcelo Seluchi, também do INPE, o planeta não entraria nessa gelada. “Depois de um friozinho à noite, a temperatura subiria 10 ºC. Como os dias sem nuvens são mais quentes, boa parte da água evaporaria.” Claro que, depois de evaporar, a água cairia de novo, mas cada vez menos, até quetudo voltasse à normalidade. Nisso, os cientistas concordam: a atmosfera busca naturalmente alcançar o equilíbrio anterior. Mas vale dizer que essa superchuva é quase impossível de acontecer. Afinal, a temperatura do planeta não sofre alterações drásticas, que possam gerar essa catástrofe.

Chovendo no molhado
Megatempestade afetaria cidades próximas a rios

GLUB, GLUB

A chuva faria o nível dos oceanos subir apenas 5 centímetros — no ritmo normal do planeta, seriam necessários 50 anos para atingir esse aumento. As grandes tragédias aconteceriam nos rios, que subiriam bem mais e poderiam deixar cidades inteiras embaixo d’água

ARCA DE NOÉ

O dilúvio mexeria com toda a fauna. Animais se afogariam nas enxurradas e pássaros migrariam para zonas mais secas. Depois da tempestade, muitos bichos morreriam pela dificuldade de encontrar comida nas terras devastadas. Só as espécies marinhas não sofreriam

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DA LAMA AO CAOS

Nas cidades litorâneas e à beira de rios, a chuva causaria desmoronamentos e alagaria ruas. Os sistemas de água e esgoto ficariam comprometidos com o imenso volume de água, levando lama e detritos para as ruas e deixando as casas sem abastecimento

ENTRANDO NUMA FRIA

A temperatura do planeta cairia com o aguaceiro — os cientistas só não sabem quanto.

Logo na manhã seguinte, o calor do Sol poderia fazer parte da água evaporar. Um nevoeiro dominaria as cidades e daria início a uma nova chuva, mas menos intensa que o supertoró

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