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O que é a Teoria das Múltiplas Inteligências?

Segundo essa teoria, nosso cérebro pode desenvolver 8 diferentes tipos de potencialidade intelectual - que se desenvolvem de maneira independente

Por Julia Moióli - Atualizado em 14 fev 2020, 17h37 - Publicado em 17 Maio 2017, 18h01

PERGUNTA Victoria Gallagher, São Paulo, SP

Uma das principais regrinhas na psicologia infantil e na orientação escolar é não comparar as crianças entre si. Cada uma tem um ritmo, tem seus pontos fortes e fracos, tem seu jeito de aprender. Mas se é assim… por que as escolas (e o resto do mundo, aliás) insistem em só avaliar a inteligência segundo um único critério? Por que quem tira 10 em matemática é “inteligente”, mas quem demonstra talento na música, não? Por que quem passa no vestibular em física é gênio, mas quem domina uma bola com maestria, não?

Há tempos, porém, a ciência já questiona os métodos mais comuns de avaliar a capacidade humana. Para o psicólogo Howard Gardner, que ficou conhecido como o “pai das Inteligências Múltiplas”, há oito tipos diferentes de brilhantismo – e todos são importantes para uma sociedade sadia.

 

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REDE ELETRÔNICA

A visão tradicional propõe uma inteligência única, chamada por psicólogos de “g”. Desde o século 20, ela é medida com testes de QI (“quociente de inteligência”). Segundo essa lógica, o cérebro seria como um computador, que pode funcionar bem (QI alto), normalmente (médio) ou mal (baixo). Já a Teoria das Inteligências Múltiplas prega que todos temos vários computadores independentes. E o desempenho de um não tem nada a ver com o de outro.

 

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GENES + CRIAÇÃO

Howard Gardner, criador dessa teoria, identifica oito inteligências (confira-as na próxima página). Mas a existência de tantos tipos não garante genialidade para todo mundo. De acordo com Gardner, a inteligência é apenas um potencial biopsicológico: para fazê-la florescer, você precisa de um ambiente estimulante ao longo do seu desenvolvimento. E sua carga genética, recebida dos pais, também é um fator determinante.

 

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CADA UM É CADA UM

Todos os indivíduos possuem todas as oito inteligências, em maior ou menor grau – é isso que nos torna humanos. Porém, nem mesmo gêmeos idênticos têm o mesmo perfil intelectual. Ou seja, ninguém é exatamente igual quando se trata de inteligência. Gardner chegou até a cogitar um nono tipo, o da inteligência existencial, típica dos que refletem sobre grandes questões filosóficas. Mas concluiu que ela não poderia ser considerada única.

 

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TÁ TUDO DOMINADO

Inteligência também é bem diferente de habilidade. Para Gardner, ser bom em jornalismo, direito ou dança, por exemplo, é apenas um sinal de domínio daquela atividade, segundo critérios que dependem mais do consenso social do que do próprio indivíduo. Já a inteligência é um recurso que pode ser usado em vários domínios. Você pode usar a inteligência linguística tanto para escrever um livro quanto para questionar uma política de governo, por exemplo.

 

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Clique aqui para conhecer os 8 tipos de inteligência definidas por Howard Gardner

 

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FONTES Sites American Psychological Association, BBC, Britannica, Edutopia, Howard Gardner, Independent, Multiple Intelligences Research and Consulting Inc., New City School, Planeta Sustentável, Project Zero – Graduate School of Education e Universidade Harvard; livro A Psicologia da Inteligência, de Jean Piaget; e revistas Wellcome, NOVA ESCOLA e SUPERINTERESSANTE

CONSULTORIA Ana Paula Porto Noronha, professora do programa de pós-graduação stricto sensu em psicologia da Universidade São Francisco (SP), José Aparecido da Silva, professor de psicobiologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, e Rogerio Panizzutti, psiquiatra, neurocientista e professor da UFRJ

 

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