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Os bonecos mais assustadores de todos os tempos

Sejam inovações tecnológicas estranhas, sejam puras lendas urbanas, esses brinquedos assustaram gerações

 ilustra André Bdois

edição Felipe van Deursen

PRIMEIRA PARTE DA MATÉRIA BRINQUEDOS ASSASSINOS

– Jogos mortais

– Parques amaldiçoados

– Brinquedos perigosos

BONECOS MALIGNOS

Sejam inovações tecnológicas estranhas, sejam puras lendas urbanas, esses brinquedos assustaram gerações

Vilão da pixar

Em 1960, 10% das crianças dos EUA sofriam de insônia e paralisia do sono, segundo um estudo da Universidade de Minnesota. Logo, espalhou-se a lenda de que a que a causa era um chimpanzé mecânico que ligava sozinho de madrugada e batia pratos. A fama perturbadora rendeu 30 aparições em séries e filmes, um conto de Stephen King e uma participação em Toy Story 3.Quer ver como ele era assustador?

Virou filme

Na Flórida do século 19, Robert Otto ganhou um boneco de marinheiro. Logo, passou a acordar aos gritos, cercado por bichos de pelúcia mutilados. Mesmo assim, guardou o objeto até morrer, velhinho. A família que ocupou a casa depois manteve o brinquedo, que passou a assombrá-la. Tanto terror inspirou o boneco mais encapetado do cinema: Chucky

Virou filme, parte 2

Em 1970, nos EUA, as amigas Donna e Angie batizaram sua boneca Raggedy Ann de Annabelle. Logo notaram que ela aparecia pelos cantos e que havia sangue perto dela. Agentes paranormais foram chamados e a levaram a um padre exorcista. Trancafiada em um museu, ela apareceu em pegadinhas de TV e nos filmes da série Invocação do Mal

Gata infernal

Em 1974, só um milagre salvaria a filha da japonesa Yuko Shimizu de um câncer na boca. Uma lenda diz que ela sobreviveu graças a um pacto com o diabo. Por isso, Yuko criou Hello Kitty sem boca. A designer nega e diz que a boneca não tem boca porque fala pelo coração (<3!). E mais: algumas versões dela não pegam fogo. A fabricante alega ser medida de segurança. Vai saber…

Vontade própria

Desde 1996, bonecos do Elmo estão entre os presentes mais comuns nos EUA. Afinal, Vila Sésamo é uma fofura. Quer dizer… Em 2008, James Bowman, 2 anos, ganhou um programado para dizer “James”. Mas ele dizia “Kill James” (“matar James”). Segundo os pais, as ameaças começaram quando eles trocaram as pilhas. A história bombou nos EUA

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Minizumbi

Em 2004, uma norte-americana anônima comprou um boneco de vodu no eBay. A ficha técnica dizia para não retirá-lo da caixa. Ela desconsiderou o aviso e sua vida virou um inferno, segundo entrevistas que deu. O boneco teria tentado atacá-la na cama e seria indestrutível: ela o jogou no fogo e o enterrou, mas ele sempre voltava. Por fim, o revendeu no eBay. O boneco está com um pesquisador de brinquedos paranormais

O filho de satã

Outra lenda macabra: na década de 1800, a herdeira de uma família de Nova Orleans, EUA, teria dado à luz um bebê-diabo. A parteira, praticante de vodu, teria assumido o bebê, que jamais foi visto novamente. A fim de evitar que ele voltasse a assombrar, os moradores da cidade passaram a criar espantalhos à sua imagem. No século 20, novas versões do boneco surgiram, mas com o objetivo oposto: invocar a alma do pequeno demônio

Canibais

Em 1846, um grupo de migrantes nos EUA foi isolado por uma nevasca. Muitos morreram e acabaram virando comida para os sobreviventes. Uma menina chamada Patty Reed resistiu até o fim e sua boneca, “testemunha” do canibalismo, foi para um museu, junto com outros artefatos da expedição. A história inspirou um livro que bombou na década de 1980. Ela até apareceu em um quadro do programa de humor TV Pirata

Pior que pinóquio

Ao voltar de um funeral, em 1972, o australiano Kerry Walton achou uma velha marionete em sua varanda. Pesquisador e colecionador de antiguidades, ele a levou para casa e descobriu que se tratava de um totem cigano chamado Letta, criado para abrigar espíritos antigos. Feito de cabelo humano, a figura teria energia para derrubar quadros, atiçar cães e provocar crises de pânico. Letta já foi tema de várias reportagens sinistras na TV

INFÂNCIA BRASILEIRA

Nos anos 80, a versão de plástico de dois ícones da TV viraram notícia por causa de seus supostos atos macabros

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Nem tão fofo

Nos anos 80, o personagem Fofão fez tanto sucesso ao lado do Balão Mágico que ganhou um programa próprio na Band. Logo, também virou boneco: uma réplica tão peluda e feia quanto o original. Após o lançamento, surgiram boatos de que o objeto supostamente era manipulado por espíritos maus e sussurrava mensagens sinistras. Mais intrigante ainda era seu interior. Quem abrisse a barriga encontraria um punhal negro

– Leia também: entrevistamos o homem que “criou” a maldição do Fofão

O que era?

Vingança de um funcionário descontente e pacto com o capeta eram as explicações mais populares (além da semelhança entre Fofão e Chucky). Mas o tal punhal era apenas a sustentação do boneco, sua “coluna”, negra e pontuda, como uma estaca. A fabricante Mimo disse à ME que o produto atendia às normas de segurança da época. Quando pedimos mais detalhes sobre as polêmicas do brinquedo, ela não nos atendeu mais

Tudo o que quiser

Em 1989, uma mulher pobre de Sorocaba, SP, cansada de ouvir a filha pedir a cara boneca da Xuxa, teria feito um pacto com o diabo para comprá-la. A menina, enfim, viveu seu sonho em lua de cristal. Mas, ao dormir abraçada com o mimo, teria acordado arranhada, com as unhas da boneca sujas de sangue, segundo O Estado de S. Paulo. Outra versão, do Diário de Sorocaba, diz que a criança teria sido esquartejada

E depois?

A mãe resolveu levar a boneca à Catedral de Sorocaba, onde ela teria sido exorcizada e trancafiada por tempo indeterminado. Mas, na época, a diocese garantia que não havia nenhuma boneca guardada ali. A ME procurou os funcionários atuais da catedral. Ninguém conhecia a história, e não há remanescentes de 1989. No Museu de Arte Sacra de Sorocaba também não há evidências da Xuxa macabra

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