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Por que a China ocupa o Tibete?

Ao garantir a unidade territorial com mão de ferro, os chineses procuram evitar o colapso que desmembrou a ex-União Soviética

Por Roberto Navarro - Atualizado em 4 jul 2018, 20h25 - Publicado em 18 abr 2011, 18h47

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– O que foi o Estupro de Nanquim?

Por três motivos principais. Acompanhe:

1. Interesse geográfico

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O Tibete faz fronteira com a Índia. A proximidade ajuda a China a ficar de olho no vizinho, que vira-e-mexe ameaça invadir a região.

2. Interesse econômico

“O Tibete é um pedaço de terra rico em recursos naturais, como ouro, zinco, manganês e madeira”, afirma Alison Reynolds, diretor da Campanha pelo Tibete Livre.

3. Interesse político

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Ao garantir a unidade territorial com mão de ferro, os chineses procuram evitar o colapso que desmembrou a ex-União Soviética, repartida em 14 repúblicas com o fim do socialismo.

De qualquer forma, a China alega ter evidências de que o país lhe pertence desde tempos ancestrais. De fato, a ocupação atual se mantém mais ou menos inalterada desde o século 13, quando o Tibete foi incorporado ao império chinês. Essa situação só foi interrompida em 1912, quando a revolução republicana pôs fim ao império. Na ocasião, os tibetanos aproveitaram a confusão para expulsar os chineses e declararam a independência. Mas a situação piorou em 1959: após vários conflitos, uma rebelião em Lhasa, capital do Tibete, foi reprimida com violência pelo governo comunista chinês, que já havia retomado o território tibetano em 1949. Depois da treta, o dalai-lama, líder religioso e político do Tibete, teve de fugir a pé com seus seguidores pelas montanhas da região. Atualmente, ele está exilado na Índia, de onde luta pela independência de seu país.

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