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Por que o bairro de Botafogo, no Rio, tem esse nome?

Por Gabi Monteiro - Atualizado em 4 jul 2018, 20h17 - Publicado em 18 ago 2015, 12h04
Fogo

Pergunta do leitor – Claudio Soares Alencar, Rio de Janeiro, RJ

Ele herdou o sobrenome do dono dessas terras no fim do século 16: o português João Pereira de Souza Botafogo (1540?-1605). Em Portugal, era comum conceder esse sobrenome aos artesãos que criavam armas de fogo. João Pereira veio para o Brasil e, quando comprou a vasta propriedade de seu amigo Antônio Francisco Velho, em 1590, o bairro foi batizado em sua homenagem. Ou seja: nada a ver com uma botina em chamas ou um piromaníaco… Mas, para compensar, outras áreas da cidade têm histórias bem curiosas.

Cidade maravilhosa (e criativa)

Tem bairro com nome de pássaro, empresário, cidade boliviana…

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Piedade

A estação de trem nesse bairro na zona norte da cidade se chamava Terra dos Gambás. Não muito atraente, né? O diretor da Estrada de Ferro Central do Brasil a rebatizou após receber uma carta redigida pela esposa de um dos donos de uma chácara local: “Por piedade, doutor, troque o nome da nossa estaçãozinha!”

Realengo

Outro nome com duas origens – uma popular, outra tradicional. A explicação etimológica diz que “realengo”, em germânico, são terras longe do controle real. A folclórica diz que, na verdade, a região se chamava Real Engenho, mas a abreviação “Real Engº”, afixada nos bondes, acabou se popularizando

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Copacabana

É uma palavra indígena… da Bolívia! Na língua quíchua, dos incas, significa “mirante do azul”. Na aimará, também boliviana, quer dizer “vista do lago” – e há mesmo uma cidade de Copacabana à beira do Lago Titicaca. De lá, mercadores de prata trouxeram uma imagem de Nossa Senhora de Copacabana, “importando” esse nome

Bangu

A hipótese mais aceita é a de que tenha surgido de banguê. Escravos africanos usavam o termo para designar tanto a área nos engenhos onde se guardava o bagaço de cana-de-açúcar quanto um tipo de transporte improvisado, feito de uma espécie de maca, para carregar cana, tijolos e outros materiais

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Ipanema

A famosa praia deve seu nome a um paulista! “Ipanema” (“rio sem peixe” em tupi) era um rio em Iperó, no interior de São Paulo, perto do qual foi criada uma siderúrgica, em 1810. Seu dono enriqueceu e virou o Barão de Ipanema. Seu filho, que herdou o título, adquiriu os lotes em Copacabana que se transformaram no bairro

Flamengo

Outra teoria para a origem de Leblon remete ao navegador holandês Olivier van Noort, vulgo “Le Blond” (“O Loiro”). Não é levada a sério, mas ele realmente batizou outra região: “flamengo” era o adjetivo, na época, para designar quem nascia na região de Flandres, na Holanda

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Vila Valqueire

Reza a lenda que um engenho de cana na região possuía um terreno que se estendia por cinco alqueires (uma unidade de medida agrária que varia conforme a região). Como a indicação era grafada em números romanos, lia-se “V alqueires”, que, com o tempo, tornou-se apenas Valqueire

Maracanã

O lar de um dos maiores estádios do mundo (e o maior brasileiro) abrigava outro símbolo nacional na época da colonização portuguesa: o papagaio. Várias espécies dessa ave viviam em torno de um rio na região. O nome tupi para o bicho, maraka¿nã, acabou associado ao curso d¿água e, depois, ao bairro

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Leblon

Também é um sobrenome, do empresário francês Charles Leblon (1804-1880, às vezes grafado como LeBlon). Ele fabricava o óleo de baleia utilizado nos antigos postes de candeeiro que iluminavam a cidade. Mas sua notoriedade veio mesmo de uma rixa com o industrial Barão de Mauá

Fontes: Sites Veja Rio, iG, Diário do Rio, Wikipedia, Armazém de Dados Rio de Janeiro e Antigo Leblon

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