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Por que o troféu de torneios esportivos tem formato de taça?

Essa tradição secular começou na Grécia

Por Saulo Sobanski - Atualizado em 14 fev 2020, 17h33 - Publicado em 20 out 2017, 15h33

O costume vem da Grécia antiga. Nos jogos das Grandes Panateneias (festival iniciado em 566 em homenagem à deusa da guerra Atena), o prêmio para vencedores de lutas e eventos atléticos eram ânforas, uma espécie de vaso de cerâmica, decoradas com imagens e contendo cerca de 40 litros de azeite de oliva. Os itens tinham altíssimo valor simbólico: uma ânfora poderia custar o salário de 12 dias de trabalho. Depois de consumido o azeite, as ânforas eram usadas como recordação, um símbolo da vitória. O número de ânforas de azeite que os vencedores levavam para casa variava entre seis e 140. No mundo moderno, os registros mais recentes desse tipo de prêmio vêm do século 17, mais especificamente de 1690 nos EUA, quando taças e cálices de prata de duas alças eram usados na premiação dos vencedores de corridas de cavalo, costume que mais tarde se estendeu a outros esportes, como corridas de vela, tênis e futebol.

FONTES Livros The Ancient Olympic Games, de Judith Swaddling, The Deserts of Hesperides: An Experience of Libya, de Anthony Thwaite, World Ceramics: From Prehistoric to Modern Times, de Marjorie Munsterberg, The Builder, Edição 42, de vários autores, Greek Painted Pottery, de Robert Manuel Cook, e On Panathenaic Vases, and on the Holy Oil Contained in Them, de P. O. Brönsted

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