Por que o Y não é vogal?
Porque, em teoria, o fonema do Y equivale ao de uma consoante
Ilustra: Bruna Sanches
Porque, em teoria, o fonema do Y equivale ao de uma consoante. É verdade que ele tem som de “i”, mas não é só isso que conta. Funciona assim: vogais são os fonemas em que o ar passa livremente pela boca, enquanto as consoantes são aquelas em que ele é interrompido por dentes, lábios ou língua. Antigamente, na ortografia da língua portuguesa, o Y estava na categoria de semivogal anterior (formada na parte da frente da boca). Esse tipo não ocupa a posição típica da vogal, no meio da sílaba, mas fica nas bordas, como fazem as consoantes. É o som que está, por exemplo, em “Iolanda” e “Niterói” (antigamente, “Yolanda” e “Nichteroy”). Por isso, hoje, os dicionários (menos o grego) não o classificam nem como consoante nem como vogal.
Consultoria Carlos Alberto Faraco, professor titular aposentado de língua portuguesa da Universidade Federal do Paraná, e Paulo Henriques Britto, professor do Departamento de Letras da PUC-Rio






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