Clique e Assine SUPER por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

Por que os ônibus espaciais vão ser aposentados?

Por Marina Motomura
Atualizado em 22 fev 2024, 11h17 - Publicado em 18 abr 2011, 18h48
639px-MCSB_-_LADEE

Porque eles se tornaram ultrapassados, caros e pouco seguros. O sinal vermelho acendeu em 2004, quando o presidente americano George W. Bush determinou que os ônibus espaciais fossem trocados por um outro tipo de veículo até 2010. Pesou contra os “bumbas” uma extensa ficha de problemas:

• A frota tem mais de 20 anos e precisa de manutenção constante. As idas à oficina custam caro. Por ano, a Nasa torra 500 milhões de dólares em consertos!

• O custo-benefício é ruim. Os ônibus só fazem viagens curtas, no máximo a 350 quilômetros da superfície da Terra. Não são capazes de jornadas de fôlego, como uma visita à Lua, que fica a 400 mil quilômetros de distância.

• Eles estão subaproveitados. “Os ônibus espaciais deveriam fazer 60 vôos anuais, mas só fazem uma média de quatro por ano”, afirma o engenheiro mecânico José Bezerra Pessoa Filho, do Centro Técnico Aeroespacial, em São José dos Campos (SP).

• Pedaços de espuma se descolam do revestimento do tanque de combustível, tornando a viagem perigosa. Em 2003, um pedaço grande se descolou, quebrou a asa do Columbia e causou sua explosão, matando os sete tripulantes. Em agosto, problema parecido afetou o Discovery, mas não houve grandes prejuízos.

Continua após a publicidade

Para o lugar dos busões, a Nasa aposta nos chamados Veículos de Exploração Tripulados (CEV, em inglês), naves que teriam diversos módulos – por exemplo, um de tripulação, outro de carga e outro de foguetes. Cada um deles seria lançado separadamente e montado pelos astronautas no espaço. Para os defensores do CEV, a estratégia de lançamentos modulares seria mais flexível e econômica. A Nasa já abriu concorrência para o novo CEV – o vencedor sai em 2006. Ao lado, você confere os dois modelos que estão na disputa. Por enquanto, eles só existem na prancheta, mas devem começar a voar em 2008.

Lata nova

Dois projetos disputam o direito de substituir os busões espaciais

VEÍCULO DE EXPLORAÇÃO TRIPULADO (CEV) 1

FABRICANTE LOCKHEED MARTIN

CARGA

Acoplado à nave principal, o módulo traseiro vai transportar equipamentos que variam de missão para missão – essa versatilidade é uma das vantagens do CEV em comparação com os ônibus espaciais. O módulo terá capacidade para até 125 toneladas de carga

FOGUETES

Como os novos veículos só devem ser testados em 2008, a Nasa ainda não desenvolveu os foguetes que vão lançar o CEV ao espaço. A única certeza é que haverá um módulo de propulsão na traseira da nave. O combustível deve ser uma mistura de hidrogênio e oxigênio líquido

BÓIAS

Ao contrário dos ônibus espaciais, que pousam em pistas como os aviões convencionais, o CEV poderá cair em áreas desérticas ou oceanos, como as antigas cápsulas de exploração lunar. Para não afundar na água, a nave conta com pares de bóias e airbags infláveis espalhados pela cabine

Continua após a publicidade

TRIPULAÇÃO

Um dos três módulos da nave proposta pela empresa Lockheed Martin é a cabine para até seis tripulantes, na parte dianteira. Ela será feita de titânio e deve ter o mesmo formato dos ônibus espaciais, parecido com um avião – ainda não inventaram nada mais aerodinâmico

PÁRA-QUEDAS

Para brecar o retorno do CEV à atmosfera terrestre, entram em ação dois tipos de pára-quedas. Eles ficam guardados no meio da nave

CÁPSULA VITAL

A parte da frente do módulo de tripulação pode se soltar do resto da nave numa emergência, como uma mini-nave de escape

VEÍCULO DE EXPLORAÇÃO TRIPULADO (CEV) 2

FABRICANTES NORTHROP GRUMMAN/BOEING

CARGA

O CEV também usará módulos separados para carga, tripulação e propulsão. O módulo de carga, mais comprido, com até 100 metros de altura, será lançado separadamente da nave com os tripulantes, diminuindo os riscos de acidentes

PAINÉIS SOLARES

Nas viagens mais longas, o CEV usará o Sol como fonte de energia. Os raios, captados através de enormes painéis solares retráteis, garantirão energia suficiente para missões de até 19 dias – tempo suficiente para explorar a Lua, por exemplo

Continua após a publicidade

TRIPULAÇÃO

O consórcio Northrop Grumman/Boeing não liberou muitas informações sobre seu projeto. O que se sabe é que a nave principal deve ter cerca de 50 metros de altura na posição vertical e capacidade para até seis astronautas, sendo que cada um deve ocupar um espaço mínimo de 3,6 metros cúbicos

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Super impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 14,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.