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Quais foram os maiores “frangos” de todos os tempos?

Cada um tem seus “favoritos”, mas alguns frangos históricos, como o engolido por Waldir Peres na Copa de 1982, têm lugar cativo na lista de qualquer pessoa. A bola veio lá de longe e caprichosamente fugiu das mãos do goleirão, que, graças ao momento infeliz, até hoje é lembrado como “frangueiro”. Embora a expressão frango tenha surgido para descrever falhas como essa de Waldir Peres – quando a bola foge como galinha desesperada -, também consideramos frango falhas decorrentes da falta de habilidade do goleiro com os pés – como a furada histórica do goleirão Marcos, do Palmeiras, em 2003, na derrota por 7 a 2 contra o Vitória – ou mesmo uma pane geral, como a que acometeu Rogério Ceni na final da Libertadores deste ano. Para a sorte desses goleiraços, essas megafalhas não figuram no nosso top 5 dos maiores frangos, que você vê ao lado. Para montar essa divertida lista, contamos com a colaboração valiosíssima de um time de jornalistas esportivos: Sérgio Xavier, da revista Placar; José Roberto Torero e Rodrigo Bueno, colunistas da Folha de S. Paulo; Celso Unzelte e Mauro César Pereira, da ESPN Brasil; Tomaz Alves, do site Trivela; e Paulo Guilherme, autor do livro Goleiros – Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1.

Sai que é sua…
Reconstituímos cinco frangos históricos com sérias restrições orçamentárias

Waldir Peres

Times – Brasil 2 x 1 União Soviética

Data – 14/6/1982

Campeonato – Copa do Mundo (estréia do Brasil)

1. 34 minutos do primeiro tempo. O volante soviético Andreij Bal resolve testar o goleiro Waldir Peres e solta uma bicuda da intermediária

2. Tudo parecia sob controle: bola de longe, não muito forte… Waldir Peres se abaixa para pegá-la, mas fica só com o vento e as penas deixadas pelo caminho

Zetti

Times – Palmeiras 1 x 3 São Paulo

Data – 30/8/1987

Campeonato – Campeonato Paulista (semifinal)

1. Falta para o São Paulo na intermediária do campo palmeirense. Neto (que anos depois brilharia jogando pelo Corinthians) ajeita a bola

2. O goleirão Zetti estava a 13 jogos sem tomar gol. Cheio de confiança – já tinha defendido um pênalti no jogo -, manda a barreira abrir

3. A bola vem fácil e Zetti se adianta para encaixá-la no peito. Quando tenta agarrá-la, ela escapa e passa entre suas pernas. Frangaço!

Taffarel

Times – Bolívia 2 x 0 Brasil

Data – 25/7/1993

Campeonato – Eliminatórias para a Copa

1. Etcheverry, o rápido ponta boliviano, partiu pela esquerda. Chegou à linha de fundo e, sem ângulo para chutar, deu uma bica para o meio da área. O jogo estava 0 a 0 e já passava dos 42 do segundo tempo

2. Nenhum boliviano chegou na bola, mas Taffarel deu uma forcinha: a bola bateu no seu calcanhar esquerdo e rolou para o fundo do gol. E assim o Brasil perdeu sua primeira partida em eliminatórias…

Oliver Kahn

Times – Bayern de Munique 0 x 1 Gotemburgo

Data – 10/12/1997

Campeonato – Copa dos Campeões (1ª Fase)

1. O jogo parecia fácil para o Bayern. O time alemão jogava em casa e tinha craques como Lothar Matthäus, o brasileiro Élber e o goleirão Oliver Kahn, já famoso e marrento nessa época

2. Tudo ia bem até que o zagueiro Babbel recua uma bola para Kahn e ela rola mansa sob o pé esquerdo do goleirão. 1 a 0, placar final

Júlio César

Times – Bahia 1 x 2 Flamengo

Data – 6/4/2003

Campeonato – Campeonato Brasileiro (2ª Rodada)

1. 30 minutos do segundo tempo, 1 a 0 para o Flamengo. Júlio César solta o pé para repor a bola em jogo

2. O chutão sai muito baixo, acerta a nuca do volante flamenguista Fabinho (hoje no Internacional) e volta com força em direção à meta de Júlio César

3. Sem chances para chegar à bola, Júlio lamenta a falha. Fabinho, a “vítima” da bolada, é assinalado como autor do gol contra