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Quais foram os piores “gatos” no futebol?

Na gíria, "gato" é o apelido de quem falsifica a idade. Geralmente, isso é feito com a ajuda de cartolas ou empresários, enquanto os atletas estão nas divisões de base

Por André Bernardo - Atualizado em 4 jul 2018, 20h22 - Publicado em 4 ago 2016, 14h58
Gatos do futebol

ILUSTRAFrancis de Cristo

Na gíria do futebol, “gato” é o apelido dado a quem falsifica a idade. Geralmente, isso é feito com a ajuda de cartolas ou empresários, enquanto os atletas estão nas divisões de base e os campeonatos são divididos por faixa etária. Jogando contra adversários menores e menos experientes, os mentirosos levam vantagem. Além de ajudar o time, isso facilita a negociação do jogador para um grande clube. Quando surge uma suspeita, por denúncia de árbitros ou de outras equipes, é preciso submeter o atleta a uma tomografia de pulso, que detecta sua idade óssea. “Constatada a falsificação, o caso vai para o Tribunal de Justiça Desportiva. A pena pode variar de seis meses a dois anos de suspensão”, explica Bento da Cunha, corregedor da Federação Paulista de Futebol. Além disso, os acusados podem ser processados por falsidade ideológica, crime com pena de prisão de um a cinco anos.

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TARIBO WEST

O caso mais incrível é o do zagueiro nigeriano Taribo West. Em 2013, o presidente do clube que ele defendeu na Sérvia disse que o jogador é 12 anos mais velho. O cara jogou duas Copas do Mundo e venceu as Olimpíadas de 1996 (aos 34 anos!) – quando eliminou o Brasil na semifinal. Como ele está aposentado, a denúncia não foi apurada. Se elerealmente mentiu sobre sua idade, em 2008 ele não se aposentou com 34 anos, mas com 46!

EMERSON SHEIK

O atual centroavante do Corinthians mudou o nome – ele não se chamava Emerson – e a data de nascimento, de 6 de dezembro de 1978 para 6 de setembro de 1981. Condenado em 2007 a quase quatro anos de prisão, “Emerson” teve sua pena convertida em multa (no total de R$ 105 mil) e prestação de serviços comunitários.

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SANDRO HIROSHI

Revelação do campeonato paulista de 1999, em que foi vice-artilheiro pelo Rio Branco (SP), Sandro dizia ter nascido em 19 de novembro de 1980, mas nasceu um ano antes. A farsa foi descoberta no Brasileirão daquele ano, quando já jogava pelo São Paulo. Ele foi suspenso por 180 dias e se aposentou em 2013, no mesmo Rio Branco.

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MICHEL SCHMÖLLER

Foi o próprio pai do atleta, Antônio, quem confessou o “gato” depois de o Figueirense receber uma denúncia anônima, em 2007. Ele era quase três anos mais velho que o declarado nos documentos falsos. A Confederação Brasileira de Futebol(CBF) soube do caso e cortou o atleta da seleção sub-17, na qual jogaria com 19 anos.

MAX BARRIOS

No Sul-Americano Sub-20 de 2013, a seleção peruana escalou um equatoriano. Os times se enfrentaram e um atleta do Equador reconheceu o zagueiro Max Barrios, 17 anos, como Juan Espinoza, 25 – seu companheiro em outro time. O caso foi parar na Justiça e o jogador sumiu. Até o fim de 2013, ele ainda estava foragido.

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