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Quais heróis a DC Comics comprou de editoras menores? Por quê?

A aquisição de editoras menores foi fundamental para a formação da DC Comics que conhecemos

Ao longo de sua vitoriosa e conturbada história, a DC Comics comprou diversas editoras e absorveu seus personagens em seu crescente Multiverso (com várias Terras “paralelas”, uma para cada conjunto de personagens das  editoras adquiridas).

Aliás, ela mesma já surgiu assim, da união de empresas diferentes. Tudo começou com a National Allied Publications, fundada por Malcolm Wheeler-Nicholson, em 1935. Por causa de uma crise financeira, ele se tornou sócio de Harry Donenfeld e Jack Liebowitz, donos da Detective Comics, que tinha uma revista de mesmo nome. Com a junção, a editora passou a se chamar National Comics, mas o apelido com as iniciais DC pegou.

 (DC Comics/Reprodução)

 

Em 1938, Wheeler-Nicholson deixou a National. Foi quando surgiu a All American Publications, que lançou os quadrinhos do Flash, Gavião Negro e Sociedade da Justiça, e era comandada por Liebowitz e Max Gaines. No ano de 1944, quando Gaines se afastou, Donenfeld e Liebowitz uniram as editoras e passaram a usar o nome oficial de National Periodical Publications.

 (DC Comics/Reprodução)

 

 

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Na época, uma das mais bem-sucedidas editoras era a Fawcett Comics, que publicava o Capitão Marvel (hoje chamado de Shazam) e foi alvo de acusações de plágio da DC, em 1941. Esse processo judicial só acabou em 1953, com o fechamento da Fawcett. Em 1972, a DC licenciou os personagens e os adquiriu de vez em 1980.

 (DC Comics/Reprodução)

No ano de 1956, foi a vez de a Quality Comics encerrar suas atividades e vender os seus personagens para a DC. Focada nos títulos de guerra da editora falida, a casa de Superman, Mulher-Maravilha e Batman só passou ausar os heróis que vieram no pacote, como Homem-Borracha, Tio Sam e Ray, nos anos 1970.

 (DC Comics/Reprodução)

 a Charlton Comics era uma editora da Era de Ouro que atingiu o auge criativo na década de 1960, quando Steve Ditko criou o Capitão Átomo, o Questão e uma nova versão do Besouro Azul. Após um lento declínio desses títulos, a DC adquiriu os direitos dos personagens no início dos anos 1980, incorporando-os na saga Crise nas Infinitas Terras, de 1985.

 

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Em 1983, surgiu a Milestone Comics, da parceria da Milestone Media com aDC. Publicando títulos focados na diversidade racial, seu maior sucesso foi o Super Choque, que até ganhou uma série animada em 2000. A relação entre as duas companhias se tornou complexa desde então, com os personagens saindo e voltando ao Universo DC diversas vezes.

 (DC Comics/Reprodução)

A mais recente aquisição da DC Comics foi o estúdio WildStorm, fundado por Jim Lee, como parte da editora Image, em 1992. Lar de séries como Gen 13, Wildcats e Authority, foi adquirido em 1999. Doze anos depois, seus heróis foram incorporados ao Universo DC após a saga Ponto de Ignição (2011), com pouco sucesso.

 (DC Comics/Reprodução)

 

Quando a DC quase virou Marvel

Segundo Jim Shooter, editor-chefe da Marvel de 1978 a 1987, a Warner quase licenciou os personagens da DC em 1984. A proposta era uma troca: Marvel, que controlava 69% do mercado dos EUA, cuidaria das revistas da concorrente, e a Warner assumiria o licenciamento de produtos dos heróis da “Casa das Ideias”. Todas as revistas da DC seriam canceladas e a Marvel lançaria sete novos títulos com os personagens mais populares: Batman, Liga da Justiça, Novos Titãs, Legião dos Super-Heróis, Lanterna Verde, Mulher-Maravilha e Superman. Pouco depois, a editora First Comics processou aMarvel por monopólio. Afinal, caso assumisse a DC, ela chegaria a quase 90% de controle do mercado, o que complicaria sua defesa perante os tribunais. Diante dessa ameaça, o plano de licenciamento foi deixado para trás, definitivamente.

 

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