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Qual é o aparato tecnológico de um técnico de futebol?

A parafernália dos técnicos moderninhos inclui rádios, câmeras, computadores portáteis e até alguns recursos mais polêmicos, como pontos eletrônicos e microfones “espiões”. Toda essa tralha produz estatísticas, informações exclusivas e cenas que podem ajudar a melhorar o desempenho da equipe quando a bola ainda está rolando. Duvida? Vamos supor, por exemplo, que no primeiro tempo de um jogo um cinegrafista contratado pelo time capte detalhes exclusivos da partida. Em um computador, as imagens são editadas rapidinho e projetadas, junto com as estatísticas feitas pelos auxiliares, em um telão instalado no vestiário. Com essa mãozinha eletrônica, o técnico tenta mostrar e corrigir as principais falhas do time no intervalo do jogo. Cada vez mais, as equipes levam as inovações a sério. “Um jogo é como uma guerra. Você tem que usar todas as ferramentas possíveis para vencer as batalhas no campo”, afirma o programador de dados Wagner Martins, uma espécie de “professor Pardal” do Corinthians. As principais “armas” tecnológicas você confere no infográfico aí embaixo.

Estádio ou estúdio?
Recursos de TV entram em campo para ajudar o “professor”

ALÔ, CÂMBIO!

Usado por nove entre dez técnicos inovadores, o rádio permite conversas do técnico com um auxiliar, que vê a partida da arquibancada. Para fugir da espionagem, o aparelho precisa de uma placa misturadora de voz, evitando que o sinal seja captado por outro rádio

ESTATÍSTICA ELETRÔNICA

Enquanto a bola rola, um auxiliar prepara estatísticas em um computador portátil com os principais dados dos jogadores, como chutes a gol, número de faltas e passes errados. Durante a partida, esses números ajudam o técnico a corrigir erros e a armar melhor a equipe

ESPIADINHA EXCLUSIVA

Alguns clubes usam câmeras para captar imagens com ângulos e enquadramentos diferentes dos usados pelas equipes de televisão. Em geral, os câmeras ficam nas arquibancadas buscando planos abertos, mas podem focar apenas um jogador ou parte do campo

PONTO DA DISCÓRDIA

No Paulistão de 2001, o então corintiano Ricardinho ouviu instruções do técnico Luxemburgo por um ponto eletrônico. A Fifa proibiu a novidade, mas, há alguns meses, uma equipe belga repetiu a dose. Para surpresa de todos, a iniciativa foi elogiada pela Uefa, órgão máximo do futebol europeu

OUVIDO INDISCRETO

Ninguém admite publicamente, mas, com um bom microfone direcional instalado no banco de reservas, dá para captar as instruções do técnico adversário do outro lado do campo. Afinal, isso pode ou não pode? Até agora, a Fifa não deu o veredicto final sobre o assunto