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Quando surgiu o costume de comemorar aniversários?

Rituais pagãos deram origem à maioria dos hábitos, como dar presentes e assoprar velinhas. Já o brigadeiro e o "Parabéns a Você" são mais recentes.

Por Marina Motomura Atualizado em 3 dez 2020, 16h34 - Publicado em 18 abr 2011, 18h25

De acordo com o livro The Lore of Birthdays (“A Sabedoria dos Aniversários”, sem tradução em português), dos antropólogos americanos Ralph e Adelin Linton, aniversários merecem comemorações desde o Egito Antigo, ou seja, a moda surgiu por volta de 3000 a.C.

Tanto os egípcios quanto os gregos, que adotaram o costume, restringiam as comemorações apenas a seres superiores: faraós e deuses. Com o tempo, o hábito foi se estendendo aos mortais e contaminou também os romanos, que davam o privilégio ao imperador, a sua família e aos senadores. Nos primórdios do cristianismo, o costume foi abolido por causa das suas origens pagãs.

Foi só no século 4 que a Igreja começou a celebrar o nascimento de Cristo, o Natal. Daí, ressurgiu o hábito de festejar aniversários e pouco a pouco foram surgindo as peças simbólicas: o bolo, as velinhas, o “Parabéns a Você”, etc.

CONTRA O INFERNO ASTRAL

Assim como o “feliz aniversário”, o hábito de dar presentes aos aniversariantes tem o objetivo original de afastar os maus espíritos. Isso já acontecia no Egito Antigo e em Roma. Durante a Idade Média, na Alemanha, há registros de uma espécie de Papai Noel, a quem se conferia a função de distribuidor de presentes.

BALÃO COR DE CARNE

Acredita-se que os balões foram os primeiros brinquedos das crianças. É claro que os primeiros não eram feitos de plástico, mas de (argh!) intestinos e tripas de animais mortos, inflados com ar. Eles passaram a figurar nas festas de aniversário como um agrado às crianças.

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SOM NA CAIXA

O “Parabéns a Você” surgiu em 1875. Na verdade, nesse ano as americanas Mildred e Patricia Hill criaram a melodia de “Good Morning to All”, que, depois de mudanças aqui e ali, deu origem ao “Parabéns a Você”, em 1924. Desde então, a canção chegou a render US$ 2 milhões por ano para a Warner. Em 1942, a versão brasileira foi decidida em um concurso da rádio Tupi com a Academia Brasileira de Letras, vencido pela paulista Bertha Celeste Homem de Mello.

SOPRANDO AS VELINHAS

O bolo e as velas foram herdados dos gregos. Todo dia 6, eles faziam festas à deusa Artemis nas quais colocavam velas sobre uma torta, simbolizando a lua cheia, que, segundo a mitologia, era a forma com que a deusa se expressava. Na Idade Média, por razões desconhecidas, os alemães retomaram o hábito em festas de criança.

O BRIGADEIRO É NOSSO!

O docinho mais famoso dos aniversários é brasileiro mesmo e surgiu na disputa presidencial de 1945. Eleitoras do brigadeiro Eduardo Gomes criaram o “doce do brigadeiro” tentando conquistar votos através do paladar do eleitorado. O doce foi um sucesso, mas o brigadeiro acabou perdendo as eleições.

SINTO MUITO

A tradição de enviar cartões de aniversário começou na Inglaterra, no início do século 20. Os cartões serviam como um pedido de desculpas carinhoso quando a pessoa não podia visitar o aniversariante. Hoje muita gente prefere entregar o cartão pessoalmente.

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