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Gesche Gottfried, a envenenadora serial de Bremen

Envenenadora em série, a ambiciosa alemã foi a última pessoa executada em público em Bremen, na Alemanha

Por Danilo Cezar Cabral Atualizado em 14 fev 2020, 17h29 - Publicado em 12 jan 2018, 17h03
Wagner Nogueira/Mundo Estranho

1) Nascida na cidade de Bremen, na Alemanha, em 1785 com o nome de batismo Gesche Margarethe Timm, a futura senhora Gottfried foi fruto de uma infância modesta. Filha de um alfaiate e uma costureira, passou a adolescência contrariada, desejando um nível de vida melhor.

2) Em 1808, uniu-se a um rico construtor de prédios, Johann Miltenberg. Em 1813, ele morreu de modo suspeito e��Gesche se apropriou de seus bens. Sem perder tempo, casou-se com Michael Gottfried. Pouco depois, os pais e o irmão mais velho de Gesche também faleceram sem razão aparente.

3) Na verdade, havia uma explicação secreta: eles se opunham ao casamento com Michael. Gesche partiu para o ataque: envenenou lentamente o alimento dos familiares com uma mistura de gordura e arsênico, apelidada de “manteiga de camundongo” porque era muito usada para matar roedores.

 

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    4) As mortes mais chocantes foram de suas duas filhas com Miltenberg, vistas por Gesche como uma ameaça ao novo matrimônio. Infeliz com as traições e os porres de Michael, ela também acabou por eliminá-lo, em 1817.

    5) Gesche não tinha um meio efetivo para ganhar dinheiro e começou a ter problemas financeiros. A solução foi um novo casamento, em 1823, com um vendedor de rodas de carruagem, Paul Zimmermann. Em menos de um ano, Gesche matou-o por causa de dinheiro.

    6) Sem grana e sem bens para vender, a viúva começou a ser assolada por credores. Paranoica e disposta a tudo para manter o padrão de vida, passou a roubar (e executar) pessoas próximas a ela. Entre eles, sua professora de música, um amigo de infância e um credor.

    7) Gesche vacilou quando um médico próximo a ela, desconfiado das mortes, descobriu uma substância estranha em um prato de comida. Ele sacou que era arsênico e acionou a polícia. Presa, ela confessou 15 mortes e chegou a dizer que nasceu sem consciência.

    QUE FIM LEVOU?
    Condenada à morte, passou três anos na prisão e então foi decapitada em praça pública em 21 de abril de 1831.


    FONTES
    Sites Deutsche National Bibliothek (DNB) e Radio Bremen

     

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