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Marilyn Monroe foi assassinada?

Desde que a atriz sofreu uma overdose em 5 de agosto de 1962, teorias da conspiração alegam que, na verdade, sua morte foi encomendada

Por Luiza Wolf - Atualizado em 31 Maio 2019, 18h55 - Publicado em 12 Maio 2016, 16h30

1) Paraíso astral

Marilyn Monroe foi encontrada morta no quarto de sua mansão, em Brentwood, pelo psiquiatra Ralph Greenson e pela empregada Eunice Murray. A princípio, parecia suicídio. Mas pessoas próximas à atriz afirmaram que ela estava em uma boa fase, fechando contratos para novos filmes. Uma carta ao ex-marido Joe DiMaggio encontrada em uma agenda sugeria que eles estavam reatando.

2) Cena de crime… ou cenário?

Embora Greenson e Eunice tenham descoberto o corpo em torno da meia-noite, a polícia só foi informada às 4h. Os primeiros policiais que entraram no quarto acharam tudo muito estranho. Parecia uma cena montada: a atriz até segurava um telefone. Havia um frasco vazio de remédios, mas nenhum copo. Como Marilyn teria engolido 40 comprimidos a seco?

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3) Relatos confusos

Eunice e Greenson se contradisseram várias vezes nos depoimentos. Primeiro, disseram que acharam a atriz por volta da meia-noite, mas demoraram a chamar alguém porque queriam avisar o estúdio 20th Century Fox primeiro. Em outra versão, a empregada afirmou que viu a luz do quarto acesa às 3h e chamou o psiquiatra. Ele teria arrombado a porta às 3h50.

4) Overdose relax

O corpo de Marilyn estava tão arrumadinho na cama que parecia que a atriz estava dormindo. O legista Theodore Curphey contestou: se tivesse sido mesmo overdose de barbitúricos, ela teria sentido dor e seu corpo estaria contorcido. Também não havia vômito no quarto. Na autópsia, não foram encontrados no estômago resquícios de tinta amarela – cor da cápsula dos calmantes.

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OS SUSPEITOS

5) John F. Kennedy

Marilyn manteve um caso com o então presidente dos EUA. Em seu diário, que sumiu pouco antes de sua morte, ela teria registrado confissões de JFK sobre a Guerra Fria – inclusive um hipotético plano da CIA para matar o líder cubano Fidel Castro. Ou seja: ela sabia demais e precisava ser eliminada. Outro problema para JFK: a loira estava cada vez menos disposta a esconder o caso entre eles.

6) Robert Kennedy

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Ela também se envolveu com o irmão de JFK. Anos depois, Norman Jeffries, um dos empregados dela e genro de Eunice, afirmou que viu Robert e dois homens com maletas pretas perambulando pela mansão no dia da morte da atriz. Às 21h30, o trio expulsou os funcionários e saiu uma hora depois.

7) Frank Sinatra

Uma teoria diz que, durante um jantar com esse cantor, Pat Kennedy (irmã de Robert) e o mafioso Sam Giancana, Marilyn teria sido embriagada e estuprada por garotos de programa. Sinatra e Giancana teriam fotografado e prometido divulgar as imagens caso ela não se afastasse dos Kennedys. Joe DiMaggio planejou o funeral de Marilyn e, segundo boatos, proibiu a entrada de Frank Sinatra e dos Kennedys no velório.

8) Sam Giancana

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Outro rumor dizia que a máfia havia conseguido o primeiro papel de Marilyn e que ela tinha um caso com um assistente de Giancana. Mas, a pedido do gângster e dos Kennedys, cinco mafiosos teriam assassinado a atriz introduzindo calmante no ânus dela (não deixando, assim, marcas no corpo.

EXPLICANDO A VERDADE

Teste do suicídio ainda é a mais provável

– Marilyn já havia tentado se matar outras quatro vezes.

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– Ela havia acabado de ser demitida do filme Something’s Got to Give.

– Suas oscilações de humor eram famosas.

– Ela realmente tomava certos remédios pela via anal, o que explica a ausência do copo ou de vestígios das pílulas no estômago.

– Jeffries pode ter inventado a visita de Robert Kennedy para livrar sua tia Eunice, que, por nervosismo, se contradizia nos depoimentos.

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– A overdose pode ter sido acidental. Segundo Marilyn Monroe: A Biografia, pode ter havido uma falha de comunicação entre Greenson e outro médico que passara a tratar a atriz, Hyman Engelberg. O primeiro prescreveu hidrato de cloral e o segundo, pentobarbital. A mistura acabou matando-a.

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