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Podcast Terapia #10: Sexo na pandemia

Quem mora com o parceiro nunca passou tanto tempo com ele. E quem mora sozinho nunca passou tanto tempo na mão. Como lidar?

Por Bruno Vaiano - 3 jul 2020, 18h25

As interações no Tinder subiram durante a quarentena. Em 29 de março, houve uma marca histórica de 3 bilhões de swipes (nome que se dá ao ato de passar para a próxima foto do “catálogo” em busca de um parceiro que dê match). O número de conversas iniciadas pelo app aumentou 16%, e a duração dessas conversas, 25%. É evidente que a troca de mensagens picantes (sexting), o envio de nudes e até as chamadas de vídeo +18 são parte importante dessa estatística. Mas a realidade é que muito gente está procurando parceiros para outra coisa: conversar.

A quarentena gerou uma onda inédita de carência física sentimental, e ergueu um Muro de Berlim entre duas facções do amor. De um lado, há  os que moram com seus parceiros – e já estão cansados de passar o dia com eles, sem ver outros rostos. Do outro, há os que estão sozinhos – e sem nenhuma perspectiva de aliviar o tesão no horizonte. O isolamento social se tornou, acima de tudo, um teste de abstinência. Conversamos com o psiquiatra Alexandre Valverde sobre essa maratona da seca, e você pode ouvir o papo dando play ali em cima. Boa sorte aos isolados.

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