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A indústria farmacêutica gasta mais em marketing do que em pesquisa

Desenvolver um medicamento é um processo longo e difícil, e por isso os remédios são caros. Isso é verdade. Mas não é toda a verdade.

Por Fernanda Ferrairo e Bruno Garattoni Atualizado em 11 dez 2019, 13h36 - Publicado em 4 ago 2016, 15h17

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A cada ano, o mundo gasta aproximadamente US$ 1 trilhão em medicamentos. Você leu certo – trilhão.

A indústria farmacêutica movimenta somas gigantescas de dinheiro, em parte graças a produtos caros. O remédio de maior faturamento global é o anti-inflamatório injetável Humira, que custa US$ 1.500 mensais – e, em 2014, trouxe US$ 12,5 bilhões a seu dono, o laboratório AbbVie.

A indústria justifica os preços alegando que desenvolver remédios é um processo longo e dispendioso (porque a esmagadora maioria das drogas fracassa durante os testes, e não é lançada). É verdade. Mas uma meia-verdade.

Das dez maiores empresas do setor, nove investem mais em marketing do que em pesquisa científica – 30% a 80% mais. Tem dado resultado: segundo um levantamento da revista Forbes, o setor farmacêutico é o mais lucrativo de todos, com 21% de margem média de lucro (à frente até dos bancos e das empresas de tecnologia, com 17,3% e 16,1%).

Fontes EvaluatePharma e GlobalData.

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