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Água muda o gosto da cerveja?

A Brahma feita em Agudos é melhor que a de outras cidades? E a Guinness de Dublin? Depende de onde você estiver

Por Felipe van Deursen 6 jan 2013, 22h00 • Atualizado em 3 out 2017, 13h25
  • Cidades como Agudos e Ribeirão Preto, em São Paulo, e Petrópolis e Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, levam a fama de terem fontes puríssimas de água, o que seria refletido na qualidade única de suas cervejas. Logo, a cerveja X, de um desses lugares, seria melhor que a mesma marca, só que feita em outro Estado.

    Balela de botequim.

    Isso só fazia sentido até o século 19, quando cervejarias precisavam se instalar perto de boas fontes de água. Daí veio a fama de cidades como Pilsen (República Checa) ou Munique (Alemanha), por exemplo.

    Porém, desde que se tornou possível alterar as características físico-químicas da água, no início do século 20, essa relação entre local e qualidade foi eliminada. “A um custo baixo, qualquer indústria consegue purificar água de sarjeta e dotá-la das características ideais para cada tipo de cerveja”, diz Maurício Beltramelli, autor de Cervejas, Brejas & Birras. Ou seja, se há alguma diferença na água, ela deixa de existir. “Isso se chama água cervejeira. Em qualquer captação, em qualquer país, ela é tratada para ficar igual”, diz Jaime Pereira Filho, cervejeiro artesanal e dono de um bar especializado em São Paulo.

    Luciano Horn, mestre-cervejeiro da Ambev, dona das três marcas mais consumidas no País (Skol, Brahma e Antarctica) diz que a empresa faz questão de desmentir a lenda. “A Brahma de Agudos é famosa. Mas é igual à de outras cidades. Queremos que o consumidor encontre sempre o sabor esperado”. É igual, mas pode ser melhor.

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    O que realmente importa

    Transporte
    O chacoalhar de navios e caminhões, o local de armazenagem, mudanças bruscas de temperatura e variações de luz podem detonar a bebida. “A cerveja é tão sensível quanto um vinho (às vezes até mais)”, diz André Cancegliero, organizador do festival Beer Experience, em São Paulo.

    Dica: Compre em locais especializados. Se preferir o supermercado, escolha cerveja de lata, pois a de garrafa tem mais chance de oxidar e ficar com gosto de ferrugem.

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    Data de fabricação
    Diferente do vinho, quanto mais nova a cerveja, melhor. O problema é que, às vezes, ela vem de longe e demora para chegar. E o tempo altera as propriedades da bebida. Logo, quanto menos a cerveja viajar, melhor. Isso confirma um ditado: “A melhor cerveja do mundo é aquela que se toma olhando a chaminé da cervejaria”. Em Agudos ou em Pilsen.

    Dica: Verifique a data de fabricação e preste atenção às condições de armazenamento. Luz constante e calor estragam a cerveja.

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